26/Jun/2026
Os futuros de milho na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta quinta-feira (25/06) em alta, após sequência de quatro quedas e recuo acumulado superior a 3% no período, em movimento associado à recomposição de posições vendidas por fundos de investimento. Os contratos foram sustentados pela cobertura de posições vendidas, em ambiente em que dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) indicaram aumento expressivo da posição líquida vendida de fundos em milho na semana encerrada em 16 de junho, passando de 1.306 para 49.487 lotes. O vencimento dezembro avançou 8,25 cents, ou 1,90%, e fechou a US$ 4,43 por bushel.
O movimento também encontrou suporte na alta do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol nos Estados Unidos, onde o biocombustível é majoritariamente produzido a partir do milho. No lado da demanda externa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) registrou vendas semanais de 743,1 mil toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 18 de junho, queda de 36% frente à semana anterior e recuo de 27% em relação à média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram comercializadas 735,9 mil toneladas, totalizando 1,48 milhão de toneladas somadas as duas safras, dentro do intervalo estimado pelo mercado de 1,2 milhão a 2 milhões de toneladas.
As cotações foram limitadas pelas condições climáticas favoráveis nas lavouras dos Estados Unidos. O Monitor de Seca indicou que 22% da área de milho apresentava algum nível de estiagem em 23 de junho, ante 23% na semana anterior. No Brasil, o avanço da colheita da 2ª safra de 2026 também adiciona pressão de oferta ao mercado internacional, contribuindo para restringir ganhos mais expressivos. O quadro geral reflete equilíbrio entre suporte técnico de curto prazo, reposicionamento de fundos, fluxo de exportações e perspectiva de oferta elevada no Hemisfério Sul, com atenção contínua ao comportamento climático no Meio Oeste dos Estados Unidos.