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23/Jun/2026

Etanol de Milho: regulação de biomassa preocupa

A Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho) avalia que o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) firmado em Mato Grosso, que estabelece restrições progressivas ao uso de biomassa oriunda de supressão vegetal, pode comprometer a viabilidade de novas usinas de etanol de milho no Estado. A entidade aponta que a combinação de exigência de fontes alternativas de energia e eliminação gradual da biomassa de origem nativa tende a restringir investimentos e a expansão do setor. O acordo prevê a redução gradual do uso de biomassa proveniente de vegetação nativa legalmente autorizada, com proibição total projetada para meados da próxima década, além da exigência de expansão de florestas plantadas como base de suprimento energético.

As metas incluem ampliação para 700 mil hectares ou mais de áreas reflorestadas até 2040, frente a cerca de 200 mil hectares de eucalipto registrados em 2024. O documento foi estabelecido após apuração sobre o uso de matéria-prima vegetal em caldeiras industriais e inclui diretrizes de transição para fontes de biomassa de reflorestamento. O cronograma de substituição estabelece um período de adaptação para que a oferta de madeira plantada se consolide como principal insumo energético industrial no Estado. O setor produtivo avalia que a exigência de uso exclusivo de biomassa alternativa em novos empreendimentos pode gerar restrições à entrada de investimentos, considerando que o eucalipto leva aproximadamente seis anos para atingir maturidade produtiva. Nesse contexto, a proposta defendida por agentes da cadeia sugere manutenção do uso de biomassa de supressão vegetal legal por um período de seis anos, seguido da migração gradual para fontes de reflorestamento e manejo sustentável.

Entidades que apoiam o TCA argumentam que o instrumento busca assegurar a transição organizada da matriz de biomassa, evitando risco de desabastecimento para a indústria. Também afirmam que o prazo estabelecido de aproximadamente sete anos seria suficiente para expansão de áreas florestais e adaptação dos contratos de suprimento, além de reforçar obrigações já previstas no Código Florestal e no Plano de Suprimento Sustentável. O cenário indica disputa regulatória entre segurança de fornecimento energético industrial e consolidação de uma base florestal plantada mais robusta, com impactos diretos sobre novos projetos de etanol de milho, competitividade regional e ritmo de expansão da bioenergia em Mato Grosso. Fonte: Investing.com. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.