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23/Jun/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram a sessão desta segunda-feira (22/06) em baixa, pressionados principalmente pela queda do petróleo, que reduz a competitividade relativa do etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos. O avanço do dólar frente a outras moedas também contribuiu para tornar commodities norte-americanas menos atrativas para compradores internacionais. O vencimento dezembro caiu 4,50 cents (1,01%), e fechou a US$ 4,39 por bushel.

As condições climáticas favoráveis em grande parte das regiões produtoras dos Estados Unidos adicionaram pressão baixista ao mercado, ao reduzir preocupações com perdas de produtividade. Indicadores de monitoramento da seca apontaram que 23% da área de milho apresentava algum nível de estiagem em 16 de junho, ante 24% na semana anterior. Em Nebraska, porém, o quadro segue mais restritivo, com 51% da área ainda sob algum nível de seca. Os dados de exportação também influenciaram o desempenho dos contratos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 1,45 milhão de toneladas de milho foram inspecionadas para embarque na semana encerrada em 18 de junho, representando recuo de 11,87% em relação à semana anterior. No acumulado do ano comercial, contudo, os embarques permanecem 25,2% acima do registrado no mesmo período do ciclo anterior. No Brasil, o avanço da colheita da 2ª safra de milho de 2026 no Centro-Sul atingiu 16% da área cultivada, com avanço de 8% na comparação semanal e ritmo superior ao observado no mesmo período do ano anterior, quando o percentual era de 13%, indicando progresso mais acelerado da colheita.