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22/Jun/2026

Brasil: Rabobank revisa estimativa da safra 2025/26

A produção brasileira de milho na safra 2025/26 deverá alcançar 138 milhões de toneladas, segundo projeção atualizada do Rabobank. O volume representa aumento de 1 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior, de 137 milhões de toneladas, refletindo o bom desempenho das lavouras em importantes regiões produtoras do País. O avanço da colheita da 2ª safra de 2026 contribui para a revisão positiva. Os trabalhos de campo atingiram 7% da área na semana passada, avanço de 3% em comparação com o mesmo período do ano passado. As condições climáticas e produtivas permanecem favoráveis em Mato Grosso, principal Estado produtor de milho do Brasil, sustentando expectativas de elevados rendimentos.

Por outro lado, o Rabobank projeta perdas produtivas em Goiás, Tocantins e Minas Gerais, em razão de condições menos favoráveis ao desenvolvimento das lavouras. No mercado interno, os preços do milho ao produtor registraram recuo de 4% em junho na comparação com o mês anterior. Segundo o banco, as cotações foram pressionadas pelo aumento da concorrência internacional, especialmente dos Estados Unidos e da Argentina, além da perspectiva de ampla oferta doméstica decorrente da elevada produção brasileira. Apesar do crescimento da produção, as exportações brasileiras de milho deverão apresentar redução ao longo de 2026 em comparação com o ano anterior. A expectativa reflete o ambiente de maior competitividade no mercado internacional e a forte presença de outros grandes exportadores globais.

No acumulado de janeiro a maio de 2026, entretanto, os embarques brasileiros somaram 7,5 milhões de toneladas, volume 22% superior aos 6,1 milhões de toneladas exportados no mesmo período de 2025. O desempenho positivo no início do ano demonstra a força da oferta brasileira, embora o cenário para os próximos meses seja de maior disputa por mercados. A combinação entre produção elevada, avanço da colheita da 2ª safra de 2026 e concorrência internacional mais intensa deverá continuar influenciando a formação dos preços e o ritmo das exportações brasileiras ao longo do ciclo 2025/26. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.