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16/Jun/2026

Preços em desacordo entre agentes e baixa liquidez

Com o avanço da colheita do milho em larga escala, os compradores domésticos devem seguir ditando os preços nesta segunda quinzena do mês, forçando os produtores que precisam de caixa a cederem nos preços. No Paraná, na região de Ponta Grossa, os compradores já operam concentrados na entrada da 2ª safra de 2026 e pressionam as cotações. As fábricas de ração indicam entre R$ 60,00 e R$ 61,00 por saca de 60 Kg CIF, enquanto os indicam R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF, limitando a liquidez diária. Tradings indicam R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em julho e pagamento em agosto, e R$ 66,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em agosto e pagamento em setembro.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o milho 2ª safra de 2026 já assumiu o protagonismo do mercado disponível, com as usinas de etanol da região liderando a liquidez. As indústrias locais indicam até R$ 45,00 por saca de 60 Kg CIF, para retirada em julho e pagamento entre o fim de agosto e início de setembro, o que equivale a R$ 43,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativas. O escoamento para os portos segue em segundo plano. As tradings já negociaram cerca de 70% da safra antecipadamente e apenas cumprem contratos. Para 2ª safra de 2027, as indicações oscilam entre R$ 45,00 e R$ 46,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto e pagamento em setembro de 2027, mas o volume de negócios ainda é residual.