16/Jun/2026
Segundo a XP, o avanço da colheita da 2ª safra de 2026 de milho no Brasil e as condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos mantêm o viés de baixa para os preços do milho no curto prazo. No Brasil, a colheita do milho 2ª safra de 2026 avança para cerca de 10% da área total projetada. Em Mato Grosso, principal Estado produtor do cereal, o ritmo dos trabalhos no campo está alinhado à média observada nos últimos cinco anos, indicando normalidade operacional no andamento da safra. Esse movimento de oferta crescente no mercado doméstico contribui para a pressão sobre as cotações, em um momento em que o fluxo de entrada da produção tende a se intensificar nas próximas semanas, ampliando a disponibilidade do cereal. No cenário internacional, a redução do prêmio de risco geopolítico também influencia negativamente os preços.
O acordo entre Estados Unidos e Irã diminuiu as preocupações relacionadas ao abastecimento global de energia, provocando recuo no petróleo e, consequentemente, afetando o complexo de grãos, dada a correlação com o mercado de etanol nos Estados Unidos. O ambiente climático no cinturão agrícola norte-americano também reforça o viés baixista. As condições atuais seguem favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de milho, sustentando expectativas de boa produtividade na safra 2026/27 e reduzindo o risco de perdas significativas no curto prazo. Com isso, o conjunto de fatores composto por avanço da colheita no Brasil, clima adequado nos Estados Unidos e menor prêmio de risco geopolítico mantém pressão sobre os preços do milho nas principais bolsas internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.