ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

15/Jun/2026

Brasil: estimativa para 2ª safra de milho de 2026

A Céleres estimou a produção de milho da 2ª safra em São Paulo foi estimada em 2,6 milhões de toneladas no ciclo 2025/26, volume 27,5% inferior aos 3,7 milhões de toneladas colhidos na temporada anterior. O resultado representa a maior retração percentual entre os Estados produtores da Região Sudeste. A redução da produção é explicada principalmente pela queda da produtividade das lavouras. O rendimento médio foi estimado em 4,6 toneladas por hectare, recuo de 29,5% em relação às 6,5 toneladas por hectare registradas no ciclo anterior. A área cultivada no Estado foi estimada em 600 mil hectares. No cenário nacional, a Céleres projetou a produção total de milho em 140,1 milhões de toneladas na temporada 2025/26, considerando a soma da 1ª, 2ª e 3ª safras. Em relação ao levantamento anterior, a redução é de 6,7 milhões de toneladas na produção brasileira.

O principal ajuste ocorreu em Goiás, com corte de 2,8 milhões de toneladas. Também foram registradas reduções de 1,7 milhão de toneladas no Paraná, 1,5 milhão de toneladas em Mato Grosso do Sul, 500 mil toneladas em Minas Gerais e 200 mil toneladas distribuídas entre outros Estados produtores. Apesar da revisão para baixo, a produção brasileira da 2ª safra de 2026 continuará suficiente para atender tanto a demanda doméstica quanto os compromissos de exportação do cereal. No Centro-Sul, principal polo produtor do País, a produção de milho da 2ª safra de 2026 foi estimada em 98,4 milhões de toneladas, queda de 8,2% frente às 107,2 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior. Em contrapartida, alguns Estados das Regiões Norte e Nordeste apresentam perspectivas de crescimento. A produção do Maranhão foi projetada em 2,8 milhões de toneladas, avanço de 20,4%.

No Pará, a estimativa alcança 2,1 milhões de toneladas, alta de 20,0%. Tocantins deverá produzir 3,2 milhões de toneladas, aumento de 0,7%, enquanto Rondônia foi estimada em 2,4 milhões de toneladas, crescimento de 3,9%. No Piauí, a produção deverá atingir 900 mil toneladas, avanço de 1,6%. No balanço de oferta e demanda para 2025/26, a Céleres estima importações brasileiras de milho em 1,2 milhão de toneladas, abaixo das 1,9 milhão de toneladas registradas na temporada 2024/25. O mercado do cereal passa por uma mudança estrutural de equilíbrio, com redução da folga observada nos últimos anos. Nesse cenário, a expectativa é de maior necessidade de planejamento comercial por parte dos consumidores, com atenção à gestão de margens, fluxo de caixa e estratégias de abastecimento ao longo do segundo semestre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.