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11/Jun/2026

Preços do milho com viés baixista no curto prazo

O mercado brasileiro de milho deve seguir com viés baixista, pressionado pelo avanço da colheita da 2ª safra de 2026 e pela maior disponibilidade interna do cereal. A entrada da safra nova tende a manter os preços internos em queda no curto prazo. Com os preços em queda, o produtor pode se afastar das negociações, concentrando-se nos trabalhos de campo e realizando vendas apenas de forma pontual. As chuvas devem ser escassas em parte das regiões produtoras e, mesmo com eventual retorno das precipitações em alguns Estados, não será possível reverter perdas em áreas de Goiás, Minas Gerais e parte do leste de Mato Grosso. No mercado externo, o cenário também adiciona pressão. A Argentina deve colher safra recorde. Nos Estados Unidos, o plantio da safra 2026/27 avançou para 86% da área esperada, enquanto os estoques de 2025/26 permanecem elevados. Esses fatores tendem a manter a Bolsa de Chicago pressionada e reduzem o espaço para recuperação mais firme no Brasil.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, a liquidez tem ficado restrita ao mercado das indústrias de etanol e de ração. Os compradores indicam R$ 45,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega até 20 de junho e pagamento em 15 de julho, em negociação via cooperativas. A conta é considerada superior às opções de retirada nas fazendas. Indústrias da região de Cláudia compram o cereal novo a R$ 43,00 por saca de 60 Kg CIF, com liquidação curta em 30 de junho. O canal de exportação, por outro lado, segue totalmente paralisado, sem esforço das tradings em elevar os preços.

No Paraná, na região de Maringá, o mercado físico segue pontual. Compradores e vendedores estão capitalizados e estocados. Para exportação, tradings indicam R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em agosto e pagamento em 17 de setembro. No entanto, observa-se desinteresse dos compradores externos. Isso fica evidente na comparação com o sorgo, cujos preços históricos costumam ser 20% menores do que os do milho, mas que atualmente registra compradores ativos a R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF no porto. Os preços do cereal devem seguir pressionados diante da iminência de uma grande safra entrando no mercado. Indústrias locais encontram-se abastecidas e, quando sinalizam compras, testam valores no mínimo R$ 10,00 por saca de 60 Kg abaixo das pretensões dos vendedores, limitando a liquidez.