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10/Jun/2026

Preço do milho pressionado por avanço da colheita

O mercado brasileiro de milho deve continuar pressionado pelo avanço da colheita da 2ª safra de 2026, mas as cotações se aproximam de níveis que limitam novas quedas. O principal fator de influência neste momento é a entrada do cereal no mercado, especialmente em Mato Grosso, onde os trabalhos ganham velocidade e ajudam a manter compradores em posição confortável. Até o fim desta semana, Mato Grosso pode alcançar cerca de 10% da área colhida, aumentando a disponibilidade de produto e trazendo maior definição sobre o tamanho da safra.

A pressão também vem do mercado internacional. Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros recuaram de forma significativa nas últimas semanas e passaram a trabalhar próximos de níveis considerados mais atrativos para a demanda. Nos portos brasileiros, porém, os prêmios seguem sem força para impulsionar as cotações, limitando o potencial de recuperação do mercado doméstico. O foco dos agentes permanece na colheita e no fluxo de entrada do cereal nos armazéns.

A expectativa é de um mercado mais acomodado ao longo de junho, período de maior pressão sazonal da oferta. O mercado físico opera sob viés de baixa no Centro-Sul. A aproximação da 2ª safra de 2026 e o recuo generalizado nas tabelas de exportação nos portos deixam as indústrias de consumo interno confortáveis para reduzir suas indicações de compra, desestimulando a contraparte vendedora. O esvaziamento das especulações climáticas também retira o fôlego das cotações.

Em São Paulo, na região de Campinas, a comercialização segue concentrada nos estoques remanescentes da safra de verão (1ª safra 2025/2026), uma vez que a 2ª safra de 2026 ainda não foi colhida. Há um descasamento nas intenções de negócio no spot, com fábricas de ração indicando R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF, enquanto os vendedores indicam entre R$ 68,00 e R$ 69,00 por saca de 60 Kg CIF. Para 2ª safra de 2026, as exportadoras indicam entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Santos, para entrega entre julho e setembro.

Em Mato Grosso do Sul, na região de Dourados, o estoque disponível da safra velha continua volumoso. As fábricas de ração indicam entre R$ 51,00 e R$ 52,00 por saca de 60 Kg FOB no mercado disponível. A demanda está restrita ao abastecimento regional, sem competitividade logística para liquidação de lotes fora do Estado. Para 2ª safra de 2026, tradings indicam R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho e pagamento em agosto. Os produtores exigem um piso mínimo de R$ 55,00 por saca de 60 Kg FOB, em iguais prazos.