10/Jun/2026
Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta terça-feira (09/06) em leve alta, com apoio principalmente de movimentos de recomposição de posições por parte de fundos de investimento. O avanço ocorreu após o mercado identificar condição técnica de sobrevendido, o que estimulou recompras no curto prazo. O contrato com vencimento em julho subiu 0,75 cent, ou 0,18%, e fechou a US$ 4,19 por bushel. A movimentação foi influenciada por ajustes técnicos, em meio a um cenário de volatilidade nos mercados agrícolas internacionais. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) indicaram que fundos reduziram sua posição líquida comprada em milho em 43,2% na semana encerrada em 2 de junho, passando de 211.337 para 120.136 lotes.
A redução anterior contribuiu para o quadro de sobrevendido, abrindo espaço para recomposição de posições. Nesse contexto, agentes de mercado avaliam que o ritmo de vendas perdeu força diante dos sinais gráficos de suporte técnico. A demanda externa também contribuiu para sustentar parcialmente as cotações. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou vendas de 120 mil toneladas de milho para destinos não informados, com entrega prevista para o ano comercial 2025/26, indicando continuidade do interesse internacional pelo cereal norte-americano. Por outro lado, os ganhos foram limitados pelas condições climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos.
A combinação de temperaturas mais elevadas e maior umidade tem favorecido o desenvolvimento das lavouras, ao mesmo tempo em que reduz o potencial de suporte de preços via risco climático. O USDA informou que 67% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente no dia 7 de junho, estável em relação à semana anterior, mas abaixo dos 71% registrados no mesmo período do ano passado. O plantio atingiu 97% da área projetada, ligeiramente acima dos 96% observados no ano anterior e da média dos últimos cinco anos. O recuo do petróleo também atuou como fator de limitação das altas, ao reduzir a competitividade relativa do etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos, o que tende a impactar a demanda industrial pelo cereal no segmento energético.