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09/Jun/2026

Preços do milho pressionados neste início de junho

O mercado brasileiro de milho deve seguir pressionado no curto prazo, com compradores afastados do spot e atentos ao avanço da colheita da 2ª safra de 2026. Demandantes nacionais ainda têm estoques para o consumo imediato e esperam a entrada de maior volume da 2ª safra antes de retomar as compras com mais força. A pressão é reforçada pela queda da paridade de exportação, diante das baixas externas recentes e da maior oferta na América do Sul. Esse movimento reduz o espaço para preços mais firmes no mercado doméstico, especialmente em regiões produtoras do Centro-Oeste, onde a entrada da nova safra tende a ampliar a disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Do lado vendedor, porém, a postura ainda é cautelosa. Os produtores que não precisam fazer caixa ou liberar espaço nos armazéns seguem limitando as negociações. A expectativa desse grupo é de sustentação mais adiante, apoiada na menor produção esperada em 2025/26 e nos possíveis impactos da seca sobre a produtividade em Goiás e em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas registradas no Paraná. A colheita da 2ª safra de 2026 ainda está em fase inicial no País.

Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, o mercado de milho segue lento, com pressão compradora e poucos sinais de reação nos preços. A indicação é de R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em junho, em um ambiente de maior cautela das tradings e de expectativa de entrada de oferta da 2ª safra de 2026. O comprador tenta pressionar as referências porque parte dos produtores deve precisar vender independentemente do patamar de preço, em razão da chegada do produto novo.

Para agosto e setembro, as exportadoras indicam valores próximos de R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, deixando julho ainda com menor presença de compradores e menor liquidez. O comprador tenta pressionar o preço diante da perspectiva de avanço da colheita. Para o milho 2026/27, praticamente não há reportes de negócios, sinal de baixa liquidez para negócios antecipados neste momento. No Paraná, na região de Maringá, a negociação é lenta. No mercado disponível, as tradings indicam R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF, para entrega em junho e pagamento até 30 de junho, avançando para R$ 65,50 por saca de 60 Kg CIF, para pagamento em 31 de julho.