ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

09/Jun/2026

Futuros do milho em leve alta com correção técnica

Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta segunda-feira (08/06) em leve alta na Bolsa de Chicago, em movimento de correção técnica após seis sessões consecutivas de queda. O contrato julho avançou 1,25 centavo de dólar, ou 0,30%, e fechou a US$ 4,18 por bushel. A recuperação ocorreu após o mercado acumular perdas de 8,40% nos seis pregões anteriores. O movimento também refletiu o esgotamento parcial da liquidação de posições compradas por fundos de investimento, que vinha pressionando fortemente as cotações nas últimas semanas. Dados da Commodity Futures Trading Commission (CFTC) mostraram que os fundos reduziram sua posição líquida comprada em milho em 43,2% na semana encerrada em 2 de junho, passando de 211.337 para 120.136 contratos. Com a forte correção já registrada, o mercado passou a enxergar um ambiente de menor pressão vendedora por parte dos investidores. O petróleo mais valorizado também contribuiu para sustentar os preços do cereal.

Como o etanol produzido nos Estados Unidos utiliza predominantemente milho como matéria-prima, a alta da energia melhora a competitividade do biocombustível e fortalece as perspectivas de demanda pelo grão. O desempenho das exportações norte-americanas ofereceu suporte adicional às cotações. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicaram que as inspeções de exportação de milho atingiram 1,91 milhão de toneladas na semana encerrada em 4 de junho, aumento de 9,21% em relação à semana anterior. Além disso, exportadores norte-americanos reportaram a venda de 103 mil toneladas de milho para o Japão, reforçando o cenário de demanda internacional aquecida para o cereal produzido nos Estados Unidos. Apesar da recuperação, os ganhos foram limitados pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. Chuvas combinadas com temperaturas mais elevadas beneficiaram grande parte do Meio Oeste dos Estados Unidos, acelerando o desenvolvimento das plantações de milho e soja.

O cenário climático continua reforçando expectativas de elevado potencial produtivo para a safra norte-americana, reduzindo preocupações relacionadas à oferta futura e limitando movimentos mais expressivos de valorização. Outro fator de pressão continua sendo o avanço da colheita da 2ª safra de milho de 2026 no Brasil. Segundo levantamento da AgRural, os trabalhos no Centro-Sul atingiram 4,4% da área cultivada até o dia 4 de junho, avanço em relação aos 2,4% registrados uma semana antes e aos 1,9% observados no mesmo período de 2025. O ritmo da colheita segue sendo liderado por Mato Grosso, principal Estado produtor do cereal, aumentando a disponibilidade de oferta brasileira e reforçando a competitividade do País no mercado internacional. Com a combinação de demanda externa firme e perspectivas favoráveis para a produção nos Estados Unidos e no Brasil, o mercado segue atento à evolução climática no Hemisfério Norte e ao ritmo de comercialização da safra brasileira nas próximas semanas.