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08/Jun/2026

Preços do milho em baixa no mercado doméstico

Com compradores afastados do mercado spot, os valores do milho seguem em queda neste começo de junho na maior parte das regiões. Demandantes nacionais, além de possuírem estoques para o consumo no curto prazo, seguem atentos à colheita de segunda safra e às recentes quedas dos preços internacionais, que reduzem a paridade de exportação e, consequentemente, pressionam as cotações domésticas. O Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) registra baixa de 0,6% nos últimos sete dias, cotado a R$ 64,51 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, os preços apresentam recuo de 1,4% no mercado de balcão (preço recebido pelo produtor) e de 0,6% no mercado de lotes (negociação entre empresas). As quedas têm sido mais intensas em regiões produtoras, especialmente nas do Centro-Oeste. Nos últimos sete dias, o milho registra desvalorização de expressivos 3,2% em Sorriso (MT), a R$ 43,91 por saca de 60 Kg. No mesmo período, as baixas são de 1% em Rio Verde (GO) e em Chapadão do Sul (MS).

Do lado vendedor, os que não necessitam “fazer caixa” ou liberar espaços nos armazéns ainda limitam as negociações. Neste caso, agentes aguardam sustentações nos valores, fundamentados na menor produção em 2025/26 e nos possíveis impactos na produtividade com a seca, principalmente em Goiás em partes de Mato Grosso do Sul, além das geadas no Paraná. No mercado futuro, os contratos são pressionados pelo avanço da colheita da 2ª safra de 2026 e pela queda dos preços internacionais. Na B3, o vencimento Jul/26 acumula desvalorização de 1% nos últimos sete dias, a R$ 65,17 por saca de 60 Kg; Set/26 e Nov/26 estão cotados a R$ 68,02 por saca de 60 Kg e a R$ 71,20 por saca de 60 Kg, respectivamente, com baixas de 1% e de 0,2% nos últimos sete dias. A colheita da 2ª safra de 2026 segue se intensificando no Paraná e em Mato Grosso.

Até o dia 29 de maio, 0,6% da área nacional havia sido colhida, contra 0,8% na safra anterior e 1,8% na média das últimas cinco safras, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Especificamente em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), até o dia 29 de maio, 1,94% da área estimada em Mato Grosso havia sido colhida, avanço de 1,37% em relação à semana anterior e 0,97% acima da safra passada. No Paraná, mais regiões deram início aos trabalhos de campo. Quanto à safra de verão (1ª safra 2025/2026), a colheita somava 84,6% da área nacional até o dia 29 de maio, segundo a Conab, abaixo dos 85,9% da média dos últimos cinco anos. Os preços externos registram forte baixa, pressionados pela melhora das condições climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos, pelo aumento da oferta na América do Sul, pela colheita da 2ª safra de 2026 no Brasil e pela safra em bom volume na Argentina.

Além disso, a queda nos preços do trigo também influencia a desvalorização do milho. Com isso, nos últimos sete dias, na Bolsa de Chicago, os vencimentos Jul/26 e Set/26 têm baixa de fortes 6,8%, a US$ 4,24 por bushel e a US$ 4,32 por bushel, respectivamente. Nos Estados Unidos, segundo o Crop Progress do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 93% da área destinada ao cereal foi semeada até o dia 31 de maio, avanço semanal de 6%, e acima da média dos últimos cinco anos, de 92%. Além disso, 76% das lavouras emergiram, 2% acima da média dos últimos cinco anos. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires aponta que, até o dia 4 de junho, quase 41% da área havia sido colhida, com produtividade média em 8,2 toneladas por hectare, o que mantém a estimativa de produção em 64 milhões de toneladas na temporada 2025/26. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.