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08/Jun/2026

MT: exportação deverá recuar na safra 2025/2026

Segundo o Santander, a revisão para baixo na estimativa de exportações de milho de Mato Grosso em 2025/26 tende a tornar o ambiente mais desafiador para empresas de logística de grãos, especialmente no segundo semestre. O corte nas exportações é negativo para Rumo e Hidrovias do Brasil, apesar da revisão para cima na produção estadual do cereal. O Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) elevou em 1,3% a estimativa de produção de milho de Mato Grosso em 2025/26, para 53,3 milhões de toneladas. O volume ainda representa queda de 3,8% em relação à safra anterior, mas fica 1,6% acima da segunda maior colheita já registrada no Estado. A projeção considera área de 7,4 milhões de hectares, avanço de 1,8% na comparação anual, e produtividade de 120,3 sacas de 60 Kg por hectare, queda de 5,5% ante o ciclo anterior.

Apesar da safra maior do que a prevista anteriormente, a estimativa de exportações foi reduzida em 10,8%, para 23,1 milhões de toneladas, volume 4,5% menor do que o registrado no ciclo anterior. O corte na projeção de embarques reflete principalmente a revisão para cima da demanda doméstica, estimada em alta de 11%. Esse movimento é atribuído à entrada em operação de duas novas usinas de etanol de milho em Mato Grosso, que ampliam o consumo interno, e ao aumento da demanda interestadual após problemas de seca em outras regiões produtoras do País. A combinação de maior absorção local e menor volume exportável pode reduzir a disponibilidade de cargas para operadores logísticos no segundo semestre, período em que o escoamento do milho costuma ganhar peso no fluxo de transporte de grãos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.