05/Jun/2026
A Hedgepoint Global Markets projeta uma safra total de milho no Brasil de 140,3 milhões de toneladas para o ciclo 2025/26. O volume projetado é próximo do número da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de 140,2 milhões de toneladas. Os trabalhos de campo apresentam atraso devido ao cronograma do plantio, o que desloca o ritmo da colheita para a frente. Por isso, o desenvolvimento das lavouras remanescentes ainda será determinante para a definição do tamanho da produção. As previsões meteorológicas indicam ausência de chuvas e baixa umidade no centro do País para os próximos dias, atingindo os principais Estados produtores da safrinha. A partir da segunda semana de junho, a tendência é de retorno das precipitações, o que pode beneficiar as áreas de plantio tardio.
Para os meses de junho e julho, a estimativa é de chuvas normais ou acima da média para a região central. Dados de satélite baseados no indicador NDVI, que avalia a saúde, densidade e vigor da vegetação, mostram que a densidade e o desenvolvimento das lavouras estão em níveis satisfatórios, inclusive bons, nos quatro principais Estados produtores da segunda safra. O monitoramento aponta índices próximos aos registrados no ciclo anterior, embora ocorram problemas específicos em microrregiões. Quanto ao consumo interno, a sustentação dos estoques segue impulsionada pelo setor de etanol de milho. A demanda do grão para a fabricação do biocombustível deve registrar aumento de 5,5 milhões de toneladas em comparação com o período anterior, passando de 23 milhões para 28,5 milhões de toneladas. A confirmação de uma mistura obrigatória maior no etanol pode acrescentar 1,5 milhão de toneladas ao consumo, volume a ser dividido entre os ciclos 2025/26 e 2026/27.
No mercado internacional, o milho do País registra o preço menos competitivo entre as três principais origens, atrás da Argentina e dos Estados Unidos. A diferença de valores afeta a demanda externa pelo cereal brasileiro, cenário que pode ser alterado caso ocorra uma redução nos preços internos para ganho de competitividade. O ritmo de exportações ganha intensidade a partir de julho, com probabilidade de deslocamento para agosto em razão do atraso na colheita. No entanto, o desempenho dos embarques no segundo semestre ainda depende do cenário geopolítico no Oriente Médio, decorrente do conflito envolvendo os Estados Unidos e o Irã. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.