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03/Jun/2026

MS: estiagem e geadas preocupam os produtores

Conforme levantamento do Projeto Siga-MS, realizado pela Aprosoja-MS, a 2ª safra de milho de 2026 em Mato Grosso do Sul apresenta 70,6% das lavouras em boas condições de desenvolvimento. Outros 18,4% das áreas foram classificadas como regulares e 11% como ruins. A área cultivada está estimada em 2,206 milhões de hectares. A produtividade média projetada é de 84,2 sacas de 60 Kg por hectare, resultando em produção estimada de 11,139 milhões de toneladas. O volume representa retração de 20,1% em comparação com a safra anterior, enquanto a produtividade prevista recua 22,4%. O desempenho das lavouras varia entre as regiões do Estado em função da distribuição das chuvas e do período de semeadura adotado pelos produtores.

As regiões norte, nordeste e oeste apresentam os melhores índices de lavouras em boas condições. Em contrapartida, áreas das regiões centro, sul e sul-fronteira registram maior participação de lavouras classificadas como regulares e ruins, principalmente devido à irregularidade climática e ao risco de estiagem e geadas. O plantio do milho 2ª safra de 2026 teve início na terceira semana de janeiro e foi concluído na última semana de abril, totalizando 16 semanas de trabalho. Conforme o levantamento, 78,8% da área foi semeada entre a segunda semana de fevereiro e a terceira semana de março. A Aprosoja-MS também acompanha os efeitos de eventos climáticos registrados em maio. Municípios como Deodápolis, Fátima do Sul, Juti, Ivinhema e Dourados registraram ocorrência de granizo, afetando aproximadamente 2,1 mil hectares de lavouras.

Os impactos foram considerados localizados, mas seguem em monitoramento para avaliação das perdas produtivas. A atual safra de milho ocupa cerca de 46% da área cultivada com soja em Mato Grosso do Sul, percentual inferior aos aproximadamente 75% observados em temporadas anteriores. A redução está relacionada às restrições impostas pela janela de plantio estabelecida pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e à adoção de culturas alternativas em áreas com maior exposição aos riscos climáticos. Entre os principais desafios fitossanitários identificados nesta safra estão a cigarrinha-do-milho, a lagarta-do-cartucho, pulgões e percevejos. Também foram observadas doenças como cercosporiose, mancha bipolaris e helmintosporiose em diferentes regiões produtoras. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.