02/Jun/2026
O mercado brasileiro de milho deve seguir pressionado nas próximas semanas, com o avanço da colheita da 2ª safra de 2026, mas a expectativa de menor oferta em algumas regiões consumidoras pode limitar quedas mais acentuadas no segundo semestre. O período atual é de transição entre a chegada do novo milho ao mercado e a definição do tamanho efetivo da safra.
Os primeiros resultados colhidos no norte de Mato Grosso confirmam produtividades elevadas, mas ainda são insuficientes para representar o desempenho da 2ª safra de 2026 como um todo. A combinação entre entrada da oferta, dólar baixo e competitividade reduzida nas exportações deve manter pressão sobre a B3 e o mercado físico até o fim de junho. Ao mesmo tempo, estados como Goiás e Minas Gerais devem depender de milho vindo de outras regiões para atender ao consumo local, o que tende a fortalecer o mercado interno mais adiante.
A partir de julho, a demanda da indústria deve ganhar protagonismo. Mesmo diante da forte concorrência da Argentina no mercado internacional, exportações entre 41 milhões e 45 milhões de toneladas ainda são factíveis. Com a 2ª safra de 2026 possivelmente menor que a do ano passado e consumo doméstico em crescimento, a expectativa é de melhora gradual das condições de mercado na segunda metade do ano.
No Paraná, na região de Ponta Grossa, os não aceitam vender abaixo de R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF. Os compradores do mercado doméstico indicam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca de 60 Kg CIF. Para 2ª safra de 2026, a exportação não tem mostrado margens atrativas, com o porto indicando entre R$ 64,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em julho e pagamento em agosto.
Em Mato Grosso, a colheita da 2ª safra de 2026 já começou nas áreas de plantio precoce com boas produtividades, dentro da expectativa. Na região de Sinop, há registro de negócios no spot, com os últimos lotes remanescentes, a R$ 38,00 por saca de 60 Kg FOB, mas o foco agora é no ingresso da nova safra. Para 2ª safra de 2026, as indicações de indústrias são de R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para entrega em setembro e pagamento em outubro, um valor consideravelmente superior aos R$ 47,00 a R$ 48,00 por saca de 60 Kg FOB indicados por tradings, via cooperativas.