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02/Jun/2026

Futuros caem com liquidação de posições compradas

Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta segunda-feira (1º/06) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela liquidação de posições compradas por fundos de investimento diante das condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos. O contrato com vencimento em julho recuou 2,75 cents, ou 0,62%, e fechou a US$ 4,44 por bushel. O movimento foi influenciado pela redução das apostas altistas dos investidores. Dados da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC) mostram que a posição líquida comprada dos fundos caiu 28% na semana encerrada em 26 de maio, passando de 293.342 para 211.337 contratos. As chuvas registradas em áreas produtoras norte-americanas contribuíram para melhorar as perspectivas de desenvolvimento da safra, reduzindo preocupações relacionadas à umidade do solo e favorecendo o avanço das lavouras recém-implantadas.

A ampla oferta da América do Sul também reforçou a pressão sobre os preços. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires projeta produção recorde de 64 milhões de toneladas na temporada atual. No Brasil, o início da colheita da 2ª safra de 2026 amplia as expectativas de aumento da disponibilidade exportável nos próximos meses. Segundo levantamento da AgRural, a colheita da 2ª safra de 2026 alcançou 2,4% da área cultivada no Centro-Sul até o fim da última semana, ante 0,9% na semana anterior e 1,3% no mesmo período do ano passado. Mato Grosso lidera o avanço dos trabalhos, enquanto no Paraná a elevada umidade ainda restringe o ritmo das operações em parte das áreas produtoras.

As perdas foram parcialmente limitadas pela valorização do petróleo no mercado internacional. O aumento das cotações energéticas melhora a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis e tende a fortalecer a demanda por milho nos Estados Unidos, onde o cereal é a principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível. A demanda externa pelo milho norte-americano também contribuiu para conter movimentos mais intensos de baixa. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que as inspeções para exportação totalizaram 1,73 milhão de toneladas na semana encerrada em 28 de maio, aumento de 7,72% em relação à semana anterior. No acumulado do atual ano comercial, os embarques norte-americanos de milho registram crescimento de 27,3% em comparação com o mesmo período do ciclo anterior, evidenciando a continuidade da forte demanda internacional pelo cereal produzido nos Estados Unidos.