02/Jun/2026
Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), a estimativa de produção de milho em Mato Grosso para a safra 2025/26 foi elevada para 53,35 milhões de toneladas pelo em revisão do relatório de junho, com alta de 1,32% em relação à projeção de maio. O ajuste foi sustentado pela revisão positiva da produtividade média estadual, enquanto a área cultivada permaneceu estimada em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83% frente à safra anterior. A produtividade média foi elevada para 120,28 sacas de 60 Kg por hectare, refletindo condições consideradas favoráveis de desenvolvimento das lavouras em grande parte do Estado. As regiões médio-norte, noroeste e oeste registram os maiores níveis de rendimento, com produtividades de 125,61, 121,10 e 120,82 sacas por hectare, respectivamente.
No sudeste e nordeste, as estimativas foram mantidas em 115,37 e 114,83 sacas de 60 Kg por hectare, em função do estágio mais avançado de parte das lavouras e da perspectiva de menor regularidade das chuvas nos próximos meses. No balanço de oferta e demanda, o consumo interno de milho em Mato Grosso foi estimado em 22,10 milhões de toneladas, alta de 6,66% em relação ao relatório anterior e crescimento de 11,67% frente à safra 2024/25. O avanço é atribuído à entrada em operação de novas unidades industriais no Estado, que ampliam a demanda local e alteram a dinâmica de escoamento do cereal. O consumo interestadual foi projetado em 9,15 milhões de toneladas, com aumento de 22,00% na comparação mensal, refletindo a redução esperada da produção em outras regiões produtoras do País afetadas por estiagens.
Apesar da revisão positiva no curto prazo, o volume permanece 11,68% inferior ao da safra anterior, em função da menor disponibilidade do ciclo. As exportações de milho de Mato Grosso para a safra 2025/26 foram estimadas em 23,10 milhões de toneladas, redução de 10,81% em relação ao relatório anterior e queda de 4,47% na comparação anual. O ajuste reflete a maior absorção interna e o aumento da concorrência da oferta sul-americana no mercado internacional. Com a elevação do consumo doméstico e interestadual, os estoques finais da safra 2025/26 foram projetados em 620,50 mil toneladas, recuo de 17,29% frente ao mês anterior. Para a safra 2024/25, os estoques finais foram revisados para 1,62 milhão de toneladas, queda de 26,90% em relação ao relatório de maio, influenciados pelo aumento do consumo ao longo do ciclo. As exportações do ciclo 2024/25 foram estimadas em 24,18 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.