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01/Jun/2026

Futuros do milho recuam acompanhando petróleo

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão de sexta-feira (29/05) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pela queda do petróleo, fator que reduz a competitividade do etanol produzido a partir do cereal nos Estados Unidos. O contrato julho recuou 9,00 cents, ou 1,97%, e fechou a US$ 4,46 por bushel. Na semana passada, a desvalorização acumulada foi de 3,56%. O movimento negativo também refletiu liquidação de posições compradas por fundos de investimento. Dados divulgados anteriormente indicaram redução das apostas altistas no milho na semana encerrada em 19 de maio. A posição líquida comprada dos fundos caiu 0,77%, passando de 295.620 para 293.342 contratos, embora permaneça em patamar historicamente elevado, mantendo o mercado suscetível a novos movimentos de realização de lucros.

O desempenho do petróleo influenciou diretamente o mercado de milho devido à relevância do etanol na matriz de consumo norte-americana. Com preços menores do combustível fóssil, o biocombustível perde competitividade relativa, reduzindo o suporte à demanda pelo cereal. Os dados semanais de exportação divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) limitaram perdas mais acentuadas. As vendas externas de milho da safra 2025/26 somaram 1,02 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, volume 52% inferior ao da semana anterior e 30% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, foram negociadas 618,6 mil toneladas. O volume combinado das duas temporadas ficou dentro das expectativas do mercado, que variavam entre 1,1 milhão e 2,4 milhões de toneladas.