ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

01/Jun/2026

Demanda por milho dos EUA bate recorde histórico

Segundo a AgResource, as exportações de milho dos Estados Unidos alcançaram volume recorde no atual ano-safra, totalizando 3,184 bilhões de bushels, equivalentes a 80,9 milhões de toneladas. O volume supera em 16,7 milhões de toneladas, o registrado no mesmo período da temporada anterior. A força da demanda global pelo cereal altera a estrutura do mercado internacional de grãos para 2026/27. Apesar disso, o clima favorável no Meio Oeste dos Estados Unidos e fatores sazonais continuam limitando movimentos mais intensos de alta no curto prazo. A demanda semanal por milho norte-americano atingiu cerca de 1,02 milhão de toneladas. Com base no ritmo atual, a AgResource projeta exportações totais de 89,3 milhões de toneladas, ao fim do ciclo comercial.

É provável que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve entre 1,27 milhão e 2,54 milhões de toneladas sua estimativa oficial de exportações no relatório de junho. Entre os fatores de sustentação da demanda, destaca-se a competitividade do milho norte-americano frente ao cereal europeu. O milho francês apresenta prêmio próximo de US$ 3,00 por bushel em relação ao produto dos Estados Unidos, o que pode estimular importações pela União Europeia a partir do segundo semestre. Outro ponto monitorado é a possível retomada das compras chinesas de milho dos Estados Unidos. O programa comercial negociado entre Estados Unidos e China, estimado em US$ 17 bilhões, poderá incluir pelo menos 5 milhões de toneladas do cereal.

Apesar do cenário mais construtivo para o médio prazo, a recomendação é de cautela nas posições de curto prazo. O período atual coincide com o desenvolvimento da safra americana sob condições climáticas favoráveis, fator historicamente associado à pressão sazonal sobre os preços. O mercado global ainda necessita de uma ameaça concreta à oferta para sustentar movimentos mais consistentes de valorização nos próximos meses. As condições climáticas seguem positivas nos Estados Unidos, enquanto as safras de trigo na União Europeia, região do Mar Negro, Marrocos e Turquia não indicam necessidade adicional relevante de importações. No trigo, observa-se normalização parcial dos diferenciais entre origens exportadoras.

O trigo russo ganhou sustentação diante da valorização do rublo e da menor pressão de vendas por produtores locais, enquanto o trigo norte-americano recuou. A diferença entre o trigo soft vermelho de inverno no Golfo dos Estados Unidos e o trigo russo com 12,5% de proteína caiu para cerca de US$ 6 por tonelada, equivalentes a 17 centavos de dólar por bushel. A oferta dos principais exportadores globais de trigo deve recuar aproximadamente 35 milhões de toneladas, para 419 milhões de toneladas, cenário que mantém suporte estrutural ao cereal. O mercado global de milho enfrenta maior dificuldade para recomposição de estoques, movimento que pode consolidar uma nova mudança estrutural nos próximos meses, especialmente diante das perspectivas envolvendo demanda chinesa, possível formação de El Niño e riscos climáticos no Hemisfério Sul. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.