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28/May/2026

Preços do milho sob pressão do avanço da colheita

O mercado brasileiro de milho deve seguir sem direção firme, pressionado pelo avanço inicial da colheita da 2ª safra de 2026 em Mato Grosso, pela fraqueza do dólar e pela falta de estímulo às exportações. Ao mesmo tempo, a baixa disposição de venda do produtor e as dúvidas sobre o tamanho efetivo da 2ª safra de 2026 continuam limitando movimentos mais fortes de queda no físico. Os primeiros talhões colhidos em Mato Grosso tendem a apresentar produtividade elevada. Isso acaba sendo um fator psicológico negativo de curto prazo.

O mercado físico segue travado. As indicações nos portos, entre R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca de 60 Kg, não estimulam negócios. No interior, as referências giram entre R$ 50,00 e R$ 55,00 por saca de 60 Kg em parte das Regiões Sul e Sudeste e entre R$ 40,00 e R$ 45,00 por saca de 60 Kg em Mato Grosso. O produtor espera valores mais altos e não está pressionando venda. Com compradores abastecidos no curto prazo e produtores apostando em reação mais adiante, o mercado segue morno. A expectativa agora é pela evolução da colheita e pela confirmação, ou não, das perdas climáticas relatadas em regiões como Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e oeste do Paraná.

No Paraná, na região de Guarapuava, os vendedores tentam sustentar o imediato entre R$ 63,00 e R$ 65,00 por saca de 60 Kg FOB, mas a parte compradora resiste. Os compradores indicam até R$ 61,00 por saca de 60 Kg FOB. Assim, a divergência quanto aos preços continua pautando o mercado. Em Mato Grosso, na região de Primavera do Leste, o destaque é a força das usinas de etanol frente às tradings. O milho spot é negociado a R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB para fábricas de ração, enquanto usinas indicam R$ 46,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em julho e pagamento em agosto, para o milho 2ª safra de 2026. A exportação está fora do mercado, indicando cerca de R$ 2,00 por saca de 60 Kg a menos que o mercado interno. Contudo, o produtor indica R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, e só cede quando não tem como armazenar o cereal. A tendência é de pressão com o início da colheita.