28/May/2026
Os contratos futuros de milho encerraram o pregão desta quarta-feira (27/05) em baixa na Bolsa de Chicago, acompanhando o movimento negativo do trigo e pressionados pela queda do petróleo. O contrato julho recuou 5,00 cents de dólar, ou 1,09%, e fechou a US$ 4,52 por bushel. O mercado foi influenciado pela correlação entre milho e trigo no segmento de ração animal, já que ambos competem diretamente na formulação alimentar. O recuo do petróleo também contribuiu para a pressão negativa sobre o cereal ao reduzir a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis.
Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho. Outro fator baixista foi o avanço acelerado da semeadura norte-americana. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram que o plantio atingia 86% da área prevista até o dia 24 de maio, em linha com o registrado no mesmo período do ano passado e 3 pontos porcentuais acima da média dos últimos cinco anos. O mercado também registrou movimento de liquidação de posições compradas por fundos de investimento.
Dados divulgados recentemente indicaram redução das apostas altistas no milho na semana encerrada em 19 de maio. Apesar do ajuste, a posição líquida comprada segue em patamares historicamente elevados, mantendo o mercado suscetível a novas liquidações técnicas diante da ausência de fundamentos altistas mais consistentes no curto prazo. As perdas foram parcialmente limitadas pela continuidade da forte demanda pelo milho norte-americano. Segundo o USDA, as inspeções de embarque alcançaram 1,58 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, avanço de 13% em relação à semana anterior.