27/May/2026
O mercado brasileiro de milho deve seguir sem definição nas próximas semanas, reflexo de um câmbio que retira a competitividade das exportações e de uma colheita de milho 2ª safra de 2026 que começa a revelar o tamanho real das quebras regionais. Embora problemas climáticos em Mato Grosso, Paraná e Mato Grosso do Sul sugiram produtividades menores, o mercado só terá clareza sobre o ajuste na oferta quando a colheita avançar. O ambiente de negócios pode melhorar a partir de julho, quando a pressão inicial da oferta começar a passar e os impactos climáticos forem mais bem dimensionados.
Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o milho spot já é o da 2ª safra de 2026. O produtor tem aproveitado janelas para outubro e novembro, onde indústrias e tradings indicam R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB. É uma época em que os preços podem ficar mais atrativos porque não é no pico da safra e o valor dos fretes é menor. No curto prazo, os preços ainda variam entre R$ 42,00 e R$ 44,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativa. A pressão de oferta deve crescer nos próximos dias. Em São Paulo, na região de Campinas, há desacordo quanto aos preços entre compradores e vendedores. Os produtores indicam R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF, mas os compradores não pagam mais que R$ 66,50 por saca de 60 Kg. Por causa de R$ 0,50 por saca de 60 Kg, os negócios não são fechados.