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27/May/2026

Futuros caem com petróleo e clima ameno nos EUA

Os contratos futuros de milho encerraram a sessão desta terça-feira (26/05) em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados principalmente pela desvalorização do petróleo e pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. O vencimento julho recuou 5,75 cents, ou 1,24%, e fechou a US$ 4,57 por bushel. A queda do petróleo reduziu a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, afetando o mercado de milho, principal matéria-prima utilizada na produção do biocombustível nos Estados Unidos.

Além do mercado energético, o avanço do plantio e as boas condições iniciais das lavouras norte-americanas contribuíram para a pressão negativa sobre as cotações. Analistas destacaram que os meses de abril e maio apresentaram clima amplamente favorável à germinação e ao estabelecimento das lavouras no Meio Oeste dos Estados Unidos. Apesar disso, seguem monitoradas previsões de temperaturas elevadas em parte das regiões produtoras norte-americanas nas próximas semanas, fator que poderá ganhar relevância para o mercado durante o desenvolvimento das lavouras. O movimento de realização de lucros por fundos de investimento também influenciou o mercado.

Dados divulgados recentemente mostraram redução das posições compradas líquidas dos fundos no milho na semana encerrada em 19 de maio, embora o saldo siga historicamente elevado, mantendo o mercado sensível a novas liquidações. As perdas foram parcialmente limitadas pela demanda firme pelo milho norte-americano no mercado externo. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as inspeções de exportação do cereal somaram 1,58 milhão de toneladas na semana encerrada em 21 de maio, avanço de 13% em relação à semana anterior.