26/May/2026
Segundo o Boletim de Monitoramento Agrícola da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com dados de 1º a 21 de maio, a safra 2025/26 tem um quadro dividido: há recuperação em áreas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Pará, enquanto Goiás, Minas Gerais e parte do Matopiba seguem pressionados pela falta de água no solo. As chuvas de maio melhoraram as condições de parte das lavouras no País, mas não chegaram com força suficiente para afastar perdas no milho 2ª safra de 2026 plantado mais tarde no centro do Brasil e no Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia). Os maiores volumes de chuva ocorreram no norte da Região Norte, no leste da Região Nordeste e em parte da Região Sul. A melhora beneficiou o milho 2ª safra de 2026 no Pará e no Paraná e permitiu o início da semeadura do feijão e do milho 3ª safra no Sealba, que abrange áreas de Sergipe, Alagoas e nordeste da Bahia.
Em Mato Grosso do Sul, parte de Mato Grosso e São Paulo, chuvas mais intensas em alguns períodos, junto com temperaturas mais baixas, ajudaram a manter a umidade do solo e o desenvolvimento da maioria das lavouras. O problema continua nas áreas em que a chuva falhou ou chegou tarde. Em Goiás, grande parte das lavouras entrou na fase reprodutiva e que a redução ou ausência de precipitações já compromete o potencial produtivo da cultura em todo o Estado, com as plantadas mais tarde como as mais afetadas. Em Minas Gerais, as chuvas fracas e irregulares também reduziram o potencial do cereal, e algumas áreas ainda em desenvolvimento vegetativo não deverão ser colhidas. Em Mato Grosso, a avaliação é mais favorável. Na maior parte das regiões, as precipitações foram suficientes para o enchimento de grãos. A exceção está em algumas áreas do leste do Estado, semeadas mais tarde, onde a redução das chuvas diminuiu o potencial produtivo.
No Paraná, a água atendeu à necessidade do milho segunda safra, mas as baixas temperaturas e geadas pontuais no sudoeste, oeste e centro-oeste prejudicaram lavouras em algumas áreas. A leitura por imagens de satélite reforça o quadro misto. O índice de vegetação, usado para acompanhar o vigor das plantas, ficou próximo do registrado na safra passada na maior parte das áreas monitoradas e melhorou em Mato Grosso do Sul e no Paraná pela maior regularidade das chuvas em maio. Em Goiás, Minas Gerais e no Matopiba, porém, houve deterioração do índice, principalmente pela ausência de precipitações nos períodos mais recentes. No Matopiba, o boletim aponta ainda atraso no plantio e possível redução de área, com o índice de vegetação caindo no último período analisado, o que a Conab interpreta como antecipação do ciclo das lavouras mais tardias e possível redução do potencial produtivo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.