25/May/2026
Os contratos futuros de milho encerraram a sessão da sexta-feira (22/05) em leve alta na Bolsa de Chicago, sustentados pela forte demanda pelo grão norte-americano. O vencimento julho avançou 1,00 cent, ou 0,22%, e fechou a US$ 4,63 por bushel. Na semana passada, o contrato acumulou valorização de 1,65%. O suporte ao mercado veio principalmente das vendas externas dos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que exportadores norte-americanos registraram vendas de 603,7 mil toneladas de milho. Do volume total negociado, 493,7 mil toneladas foram destinadas ao México, sendo 225 mil toneladas para entrega no ano comercial 2025/26 e 268,7 mil toneladas para 2026/27.
Outras 110 mil toneladas foram vendidas para destinos não revelados, das quais 50 mil toneladas para 2025/26 e 60 mil toneladas para 2026/27. Na véspera, o USDA já havia reportado vendas semanais de exportação de 2,4 milhões de toneladas de milho referentes à semana encerrada em 14 de maio. O volume superou o teto das estimativas do mercado, que projetavam até 1,8 milhão de toneladas. No acumulado do atual ano comercial, as vendas externas norte-americanas somam 79,87 milhões de toneladas, avanço de 26,2% em relação ao mesmo período da temporada anterior.
As altas, no entanto, foram limitadas pelas condições climáticas favoráveis em grande parte do Meio Oeste dos Estados Unidos. Dados do Monitor da Seca indicaram que 25% da área destinada ao milho apresentava algum nível de estiagem em 19 de maio, ante 26% na semana anterior. Apesar da melhora geral, Nebraska segue como foco de preocupação climática. No estado, 85% da área cultivada com milho ainda registra algum nível de seca. O mercado também continuou monitorando a oferta da América do Sul. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou sua estimativa para a produção de milho da Argentina na safra 2025/26 de 61 milhões para 64 milhões de toneladas. A área semeada foi revisada de 8,1 milhões para 8,4 milhões de hectares.