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22/May/2026

Preços do milho pressionados inibem vendedores

O mercado brasileiro de milho deve seguir com menor volatilidade no curto prazo, à medida que a 2ª safra de 2026 entra em uma fase de maior definição e o risco climático perde força como principal vetor de preços. A 2ª safra de 2026 ainda tem contrastes regionais, mas já não sugere um quadro de quebra generalizada ou risco de falta de produto. É natural que a oscilação dos preços diminua em relação ao observado nos últimos 15 a 30 dias, quando o mercado ainda tentava dimensionar os efeitos do atraso no plantio, da irregularidade das chuvas e do risco de geada em algumas regiões. Pará e Rondônia apresentam boas condições de chuva e potencial produtivo favorável.

Paraná e Mato Grosso do Sul ainda carregam alguma incerteza por causa do atraso no plantio e do risco de frio, mas os mapas climáticos recentes foram positivos para essas regiões. Goiás, parte do Tocantins e Minas Gerais foram mais afetados por um regime de chuva menor nesta temporada. A soma desses fatores aponta para uma produção inferior à do ano passado, mas está distante de ser uma safra pequena. Essa leitura dá tranquilidade ao mercado para seguir sem direção clara no curto prazo. Daqui em diante, outros fatores devem ganhar peso na formação de preços, como o comportamento do câmbio, a demanda interna e eventuais problemas na safra dos Estados Unidos, que poderiam dar sustentação ao milho brasileiro no segundo semestre.

No Paraná, na região de Maringá, os preços do milho spot e da 2ª safra de 2026 já convergiram. As indicações de tradings variam entre R$ 65,00 e R$ 66,50 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em julho e pagamento em agosto. Os produtores indicam preços mais próximos de R$ 70,00 por saca de 60 Kg CIF para refletir a perda de produtividade no campo. O abastecimento das indústrias é confortável, com fábricas em Santa Catarina indicando R$ 68,00 por saca de 60 Kg CIF, com acréscimo de ICMS, mas sem atrair vendedores.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o cenário de preços também é de pressão. O spot e a 2ª safra de 2026 seguem com patamares baixos. As usinas de etanol, no entanto, têm garantido alguma liquidez a R$ 44,00 por saca de 60 Kg FOB, via cooperativa, para embarque em maio e pagamento em junho, para uma necessidade pontual. Tradings, por outro lado, sinalizam R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em agosto. Para 2ª safra de 2027, o mercado ainda está sem perspectivas de preços ou interesse vendedor neste momento.