22/May/2026
Os contratos futuros de milho encerraram em baixa nesta quinta-feira (21/05) na Bolsa de Chicago, pressionados pelo recuo do petróleo na reta final do pregão e pelas condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. O vencimento julho caiu 3,50 cents, ou 0,75%, e fechou a US$ 4,62 por bushel. O mercado acompanhou a volatilidade do petróleo após relatos de possível avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A queda do combustível fóssil reduz a competitividade relativa do etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos, fator que pressionou as cotações do cereal.
As condições climáticas também seguiram como elemento baixista. Dados do Monitor da Seca indicaram que 25% da área destinada ao milho nos Estados Unidos apresentava algum nível de estiagem em 19 de maio, ante 26% na semana anterior. No mesmo período do ano passado, o índice era de 22%. Apesar da melhora geral, Nebraska continua concentrando preocupação relevante. O Estado apresentava 85% da área de milho sob algum nível de seca, mantendo risco potencial para parte da produção norte-americana. As perdas foram parcialmente limitadas pela forte demanda internacional pelo milho dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou vendas externas de 2,13 milhões de toneladas da safra 2025/26 na semana encerrada em 14 de maio, volume 71% superior à média das quatro semanas anteriores. Para a safra 2026/27, as vendas somaram 281,4 mil toneladas. No total, as comercializações das duas temporadas atingiram 2,4 milhões de toneladas, acima do teto das estimativas do mercado, de 1,8 milhão de toneladas. No acumulado do ano comercial, as exportações comprometidas de milho dos Estados Unidos alcançam 79,87 milhões de toneladas, avanço de 26,2% em relação ao mesmo período da temporada anterior.