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22/May/2026

Brasil: forte alta nas exportações de milho em abril

As exportações brasileiras de milho registraram forte crescimento em abril de 2026, com avanço de 165,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o País embarcou 473,87 mil toneladas do cereal no período, ante 178,34 mil toneladas em abril de 2025. O desempenho, considerado atípico para o primeiro semestre, período de menor sazonalidade nas exportações, foi impulsionado por fatores logísticos e climáticos na Argentina. O atraso na colheita devido a condições climáticas adversas e uma greve de caminhoneiros motivada pelo aumento do preço do diesel reduziram a oferta argentina, levando tradings a redirecionarem compras para o Brasil.

O País conseguiu atender a essa demanda adicional com base em uma safra de verão (1ª safra 2025/2026) robusta, concentrada especialmente no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais. No mercado internacional, o Egito ampliou significativamente suas compras de milho brasileiro, passando de 46,8 mil toneladas em abril de 2025 para 89,5 mil toneladas em abril de 2026, com movimentação financeira de US$ 10,23 milhões para US$ 20,80 milhões. O país mantém posição de comprador relevante do cereal brasileiro e opera fora das principais rotas logísticas afetadas por tensões no Oriente Médio.

O Irã, por outro lado, registrou redução no volume mensal, de 143,5 mil para 134,6 mil toneladas, embora mantenha importações mesmo diante de custos logísticos mais elevados e maior complexidade de transporte. O escoamento inclui rotas alternativas via portos intermediários, como Omã, com posterior transporte terrestre até o destino final. No acumulado de fevereiro a abril, o Irã reduziu suas importações de milho brasileiro de 1,06 milhão de toneladas em 2025 para 296,13 mil toneladas em 2026, enquanto o Egito ampliou suas compras de 440,41 mil toneladas para 1,21 milhão de toneladas no mesmo intervalo.

Outros mercados asiáticos também ganharam relevância no período. O Vietnã elevou suas compras trimestrais de 95,89 mil toneladas em 2025 para 570,74 mil toneladas em 2026, enquanto a Malásia passou de 54,42 mil para 322,64 mil toneladas. O movimento reflete aumento da demanda da indústria de ração na região, com o Brasil ampliando participação no Sudeste Asiático em meio à concorrência limitada de outros exportadores. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.