22/May/2026
Segundo a FS Fueling Sustainability, o crescimento da demanda global por biocombustíveis e o potencial de substituição do óleo diesel importado sustentam o atual ciclo de expansão do etanol no Brasil. O etanol reúne competitividade de custo, segurança de suprimento e atributos de sustentabilidade em um cenário de ampliação dos mandatos de mistura em diversos mercados internacionais. Entre os movimentos destacados estão os estudos da Índia para elevar a mistura de etanol na gasolina de E20 para E30, além da expansão do uso de ETBE no Japão, também com perspectiva de avanço para E20. Países como Vietnã, Tailândia, Filipinas e Taiwan também ampliam a participação do biocombustível em suas matrizes energéticas. Na União Europeia, o ambiente de insegurança energética associado aos conflitos geopolíticos reforça as discussões para elevar a mistura obrigatória de E10 para E20, como estratégia de redução da dependência de combustíveis fósseis importados.
A empresa também vê potencial de crescimento nos setores marítimo e de aviação, segmentos que somam mercados estimados em 800 bilhões de litros por ano. A avaliação é de que o etanol desponta como uma das principais alternativas para fornecer escala e volume de combustível sustentável para essas cadeias, que devem continuar dependentes de motores a combustão e possuem menor perspectiva de eletrificação no médio prazo. No mercado doméstico, a companhia destacou o potencial de substituição de aproximadamente 20 bilhões de litros de óleo diesel importados anualmente pelo Brasil. O etanol de milho produzido no interior do País é visto como alternativa para abastecimento do transporte pesado e do maquinário agrícola, especialmente no Centro-Oeste, onde o custo logístico do diesel importado é mais elevado.
Entre as tecnologias em desenvolvimento para ampliar o uso do biocombustível estão motores movidos 100% a etanol e sistemas retrofit de dupla injeção adaptados para motores originalmente movidos a diesel. A avaliação do setor é de que, no horizonte de cinco a dez anos, existe viabilidade técnica e econômica para substituição parcial relevante do diesel importado pelo etanol. A interiorização da produção de etanol contribui para redução de custos logísticos e melhora a competitividade do combustível frente ao diesel. Para o curto prazo, a perspectiva é de consolidação dos projetos atualmente em construção e menor ritmo de lançamento de novas unidades, em razão do custo de capital mais elevado e da pressão sobre margens. Ainda assim, o setor avalia que a trajetória estrutural de expansão permanece sustentada pelo crescimento da demanda doméstica e internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.