21/May/2026
Os futuros de milho fecharam em baixa nesta quarta-feira (20/05) na Bolsa de Chicago. O mercado foi pressionado pelo enfraquecimento do petróleo, que diminui a competitividade relativa do etanol. Nos Estados Unidos, o biocombustível é feito principalmente com milho. Condições climáticas favoráveis em boa parte do Meio Oeste dos Estados Unidos também influenciaram os negócios, embora a estiagem em Nebraska ainda seja motivo de grande preocupação. Na Região Sul do Brasil, a perspectiva é de chuvas em áreas de milho da 2ª safra de 2026 nos próximos dez dias, o que deve favorecer a produtividade e a qualidade da safra. O vencimento julho do grão caiu 9,50 cents (2%), e fechou a US$ 4,65 por bushel.
Uma maior projeção para a safra do Brasil também pesou sobre os contratos. Consultoria privada elevou a estimativa para a produção brasileira de milho 2025/26 em 2 milhões de toneladas, para 136 milhões, devido à melhora das condições para 2ª safra de 2026 na Região Sul do País. Dados de produção e estoques de etanol nos Estados Unidos foram considerados altistas, mas não conseguiram impulsionar as cotações. De acordo com a Administração de Informação de Energia do país, a produção média de etanol ficou em 1,111 milhão de barris por dia na semana encerrada em 15 de maio. O resultado superou levemente o teto das estimativas de analistas, de 1,110 milhão de barris por dia. Os estoques somaram 24,9 milhões de barris, ficando abaixo do piso das estimativas do mercado, de 25,10 milhões de barris.