20/May/2026
A Associação Nacional dos Produtores de Milho dos Estados Unidos (NCGA) e outras 12 entidades agrícolas norte-americanas solicitaram ao governo dos Estados Unidos a remoção de barreiras não tarifárias para produtos agrícolas desenvolvidos com biotecnologia no mercado africano. O pedido foi encaminhado ao vice representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jeffrey Goettman, no contexto das discussões para modernização da Lei de Crescimento e Oportunidades para a África (AGOA), programa comercial cuja vigência atual se estende até 31 de dezembro de 2026 e depende de renovação legislativa pelo Congresso norte-americano. As entidades avaliam que o processo de revisão da AGOA representa oportunidade estratégica para criação de critérios regulatórios que facilitem o acesso de produtos agrícolas geneticamente modificados aos mercados africanos.
Segundo o documento encaminhado ao governo norte-americano, o atual ambiente regulatório restringe oportunidades comerciais para os produtores dos Estados Unidos e limita a participação do país no fornecimento agrícola ao continente africano. A pauta relacionada ao milho geneticamente modificado possui elevada relevância para o setor agrícola norte-americano, uma vez que aproximadamente 94% da área cultivada com milho nos Estados Unidos utiliza sementes derivadas de biotecnologia. As associações argumentam que os avanços biotecnológicos proporcionam maior resiliência produtiva, redução no uso de insumos agrícolas, menor consumo de combustíveis e aumento da produtividade das lavouras.
O setor também avalia que o crescimento populacional e a expansão da classe média africana deverão ampliar de forma consistente a demanda por proteínas animais nos próximos anos, elevando simultaneamente a necessidade de importação de grãos e oleaginosas destinados à produção de ração. Nesse cenário, produtores norte-americanos buscam ampliar presença comercial em mercados africanos diante da perspectiva de expansão estrutural do consumo alimentar e da demanda por insumos agropecuários. O movimento ocorre em meio ao avanço das disputas globais por mercados agrícolas estratégicos, especialmente nas cadeias de milho, soja e proteína animal, em um ambiente de crescente competição internacional por acesso a mercados emergentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.