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19/May/2026

Preços não atraem vendedores e mercado é lento

O mercado brasileiro de milho entra na segunda quinzena de maio em um cenário marcado pela forte retração vendedora na Região Centro-Oeste e pela cautela climática na Região Sul. Enquanto o produtor do Paraná aguarda o início da colheita para mensurar as perdas das geadas recentes, em Mato Grosso o foco mudou da liquidação para o armazenamento em silo bolsas, visando preços mais altos no segundo semestre.

Em Mato Grosso, na região de Sorriso, o mercado spot enfrenta escassez de negócios em função das indicações consideradas pouco atrativas por produtores. Fábricas de ração indicam R$ 40,00 por saca de 60 Kg FOB, para retirada em junho. Diante desses níveis, produtores estão optando por deixar o grão secar na lavoura ou estocar em silo bolsas para comercializar no segundo semestre. Para 2ª safra de 2027, as tradings estão ativas na busca por lotes para o segundo semestre. Há registro de negócios a R$ 47,00 por saca de 60 Kg FOB, para embarque em setembro. O produtor indica R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, para agosto ou setembro e, sem esse nível, a comercialização é mais pontual, com o milho disponível sendo misturado ao grão colhido na 2ª safra de 2026 para entrega futura.

No Paraná, na região dos Campos Gerais, o milho spot encontra algum suporte na demanda das fábricas de ração, com negócios pontuais entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca de 60 Kg CIF. O efeito negativo das geadas recentes nas lavouras da Região Sudeste e em partes do Sul trouxe um componente de alta para os produtores. Para 2ª safra de 2026, as indicações de tradings variam de R$ 64,00 por saca de 60 Kg CIF Porto de Paranaguá, para entrega em agosto, a R$ 67,00 por saca de 60 Kg CIF, para outubro, o que resulta em preços no interior de Ponta Grossa entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca de 60 Kg CIF. O produtor só deve voltar ao mercado com força após o início da colheita, para avaliar o real impacto do clima na produtividade e decidir se cederá às indicações atuais ou se manterá a aposta na escassez de oferta.