15/May/2026
A comercialização de milho segue travada no mercado físico. A diferença de preços entre o que é indicado no porto e o valor no interior do País afasta os vendedores. O cenário doméstico de baixa liquidez é reforçado pela cautela em regiões estratégicas quanto à comercialização da 2ª safra de 2026, em função da potencial redução na produtividade das lavouras que foram plantadas fora da janela ideal. Na Bolsa de Chicago, o viés é altista para as cotações, impulsionadas pelo otimismo com a demanda de etanol.
No Paraná, na região de Maringá, as negociações com milho disponível são pontuais. A demanda está concentrada no produto da 2ª safra de 2026. Indústrias de ração de São Paulo indicam entre R$ 65,00 e R$ 66,00 por saca de 60 Kg CIF, mesmo valor indicado para exportação no Porto de Paranaguá para entrega da 2ª safra de 2026 em junho. A conta para exportação não fecha para o produtor paranaense, já que levar o grão ao porto exige um trajeto de 400 quilômetros adicionais para receber o mesmo valor pago pelo mercado interno, no meio do Estado. O cenário contribui para a estagnação da comercialização da 2ª safra de 2026 para exportação.
Em Mato Grosso, na região de Dourados, os vendedores estão retraídos no spot. As indicações das fábricas de ração para o cereal disponível variam de R$ 52,00 a R$ 53,00 por saca de 60 Kg FOB. As indicações para 2ª safra de 2026 estão no mesmo nível. Diante desses níveis de preço, o produtor local retirou-se das negociações.