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14/May/2026

Futuros do milho sobem com expectativa sobre E15

Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram o pregão desta quarta-feira (13/05) em leve alta, sustentados por expectativas relacionadas à política de biocombustíveis nos Estados Unidos, dados de oferta e demanda de etanol e revisões nas projeções globais de estoques do cereal. O mercado acompanha a possibilidade de votação na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos de um projeto que pode autorizar a comercialização da gasolina com mistura de 15% de etanol (E15) durante todo o ano em nível nacional. O etanol norte-americano tem como principal matéria-prima o milho, o que amplia a sensibilidade do mercado ao desdobramento da proposta, embora a aprovação ainda seja incerta diante de resistência de refinarias de petróleo de menor porte e de parte de grupos ambientais.

No vencimento de julho, o milho registrou alta de 0,75 cent (0,16%), e fechou a US$ 4,80 por bushel. O desempenho também foi influenciado por indicadores do setor de etanol nos Estados Unidos, com produção média semanal de 1,082 milhão de barris por dia, acima do teto das estimativas de analistas, de 1,050 milhão de barris por dia. Os estoques do biocombustível totalizaram 24,9 milhões de barris, abaixo do piso das projeções de 25,3 milhões de barris. As cotações também foram sustentadas por expectativas de estoques globais mais ajustados no ciclo 2026/27.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou reservas mundiais de milho em 277,54 milhões de toneladas ao fim da temporada, abaixo da expectativa de mercado de 286,7 milhões de toneladas. Para 2025/26, a estimativa foi de 296,95 milhões de toneladas. Em sentido oposto, o USDA elevou as projeções de safra para Brasil e Argentina em 2025/26, com o Brasil passando de 132 milhões para 135 milhões de toneladas e a Argentina de 52 milhões para 59 milhões de toneladas, o que adiciona pressão potencial de oferta ao balanço global. O avanço do petróleo contribuiu para limitar ganhos mais expressivos do milho, ao reduzir a competitividade relativa do etanol no mercado energético.