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14/May/2026

Clima deve reduzir produtividade da 2ª safra de 2026

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), a produtividade das lavouras de milho na 2ª safra de 2026 deve ser reduzida em razão de adversidades climáticas, com destaque para episódios de seca em regiões onde o ciclo da cultura ainda não foi concluído e risco de geadas na Região Sul do Brasil e em Mato Grosso do Sul. O cenário é associado a perdas produtivas em diferentes praças agrícolas. As condições climáticas adversas devem impactar o desempenho das lavouras na atual temporada.

Apesar da possibilidade de suporte pontual aos preços em determinadas regiões em função da menor oferta, o setor é descrito como pressionado por um conjunto de fatores estruturais, incluindo juros elevados, aumento do endividamento dos produtores e ausência de solução consolidada para o seguro rural. Também são destacados entraves institucionais e regulatórios, com menção a discussões sobre insegurança jurídica e propostas de alteração em regras trabalhistas, como a escala 6x1, consideradas fatores que podem afetar a operação do agronegócio, que depende de funcionamento contínuo. No campo logístico, são apontadas incertezas associadas a conflitos internacionais envolvendo grandes compradores, como o Irã, embora seja indicado que não há restrição relevante para o escoamento da produção brasileira, dado o acesso a mercados alternativos.

O principal ponto de atenção recai sobre o descompasso entre o crescimento da produção agrícola e a expansão da infraestrutura de armazenagem e logística. No médio e longo prazo, o milho apresenta potencial de expansão impulsionado pela demanda crescente da indústria de etanol, atualmente estimada em 25 milhões de toneladas do cereal, com projeção de duplicação desse volume nos próximos dez anos. Para viabilizar esse crescimento, são apontadas necessidades de ampliação de políticas de apoio, especialmente linhas de crédito de longo prazo voltadas à armazenagem e irrigação, áreas em que o financiamento privado tende a ser mais restrito em comparação ao crédito de custeio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.