14/May/2026
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, afirmou que o país asiático deverá ampliar a demanda por produtos agrícolas brasileiros, com destaque para milho e DDG (destilado seco de milho com solúveis), subproduto do etanol utilizado na formulação de ração animal. Segundo o diplomata, o mercado chinês está aberto ao produto brasileiro. “A porta está aberta para o DDG brasileiro. A nossa demanda vai aumentar”, afirmou. O embaixador destacou que, embora a China seja o segundo maior produtor mundial de milho, a relação comercial com o Brasil possui caráter complementar e estratégico para garantir a segurança alimentar da população chinesa, estimada em 1,4 bilhão de habitantes.
As importações chinesas de produtos agrícolas brasileiros somaram US$ 51,6 bilhões em 2025, representando aproximadamente 25% de todas as compras externas agropecuárias realizadas pela China no período. No caso específico do milho, o Brasil exportou 2,5 milhões de toneladas ao mercado chinês em 2025, equivalente a cerca de 4,5% das exportações brasileiras do cereal. O diplomata ressaltou ainda que a China atravessa um processo de transformação no perfil de consumo alimentar, impulsionado pela expansão da classe média. A expectativa é de que esse contingente dobre até 2035, elevando a demanda por alimentos mais diversificados e de maior qualidade.
Esse movimento tende a ampliar oportunidades para produtos brasileiros como grãos, frutas, legumes e carnes. Além do comércio agrícola, Qingqiao destacou o avanço da cooperação bilateral em tecnologia e inovação no agronegócio. O embaixador citou iniciativas conjuntas voltadas à agricultura inteligente e mecanização da agricultura familiar em centros instalados em Brasília, Londrina (PR) e São Paulo (SP). Segundo ele, a China busca aprofundar a cooperação em biotecnologia e digitalização agrícola para enfrentar desafios ligados às mudanças climáticas e ao aumento da produtividade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.