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13/May/2026

GO: clima seco pode reduzir produção da 2ª safra

Segundo o Bradesco, a produção de milho 2ª safra de 2026 em Goiás pode registrar redução de até 2 milhões de toneladas caso o tempo seco persista nas próximas semanas. O cenário climático voltou a ocupar posição central nas projeções da 2ª safra de 2026 no Brasil, especialmente no Estado, onde a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) já indica recuo de 14% na produtividade. A piora das condições climáticas ocorre em conjunto com o atraso da janela de plantio, ampliando o risco produtivo das lavouras que ainda dependem de precipitações para consolidar o potencial de rendimento. A manutenção do padrão seco mantém elevado o nível de incerteza no campo. Em Goiás, o impacto potencial de perda de produção ocorre em um contexto no qual a 2ª safra concentra a maior participação da oferta nacional de milho.

Segundo dados da Conab, a 2ª safra de 2026 é estimada em 108,435 milhões de toneladas, com queda de 3,2% em relação ao ciclo anterior. A produção total de milho no Brasil é projetada em 138,270 milhões de toneladas, recuo de 1%. Além de Goiás, outras regiões também entram no radar de risco, com destaque para Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, onde as perdas combinadas podem alcançar até 1 milhão de toneladas caso as condições adversas persistam. O comportamento das chuvas em maio é considerado determinante para a definição do desempenho final das lavouras ainda em fase de desenvolvimento. No cenário internacional, para soja e milho norte-americanos, o impacto climático é considerado limitado no momento. O volume de chuvas no Corn Belt está ligeiramente abaixo da média, sem efeitos relevantes sobre a produtividade até o momento.

O plantio de soja avança em ritmo mais acelerado, enquanto o milho apresenta leve atraso em relação à média histórica. A definição do quadro produtivo nos Estados Unidos ainda depende do comportamento das chuvas em junho e julho. No caso da soja, o ambiente global segue confortável, com produção mundial estimada em 427 milhões de toneladas em 2025/26, estoques finais projetados em 125 milhões de toneladas e relação estoque/consumo de 29,3%. No Brasil, a Conab projeta produção de soja em 177,847 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação à safra anterior. No mercado físico brasileiro, a referência no Porto de Paranaguá (PR) é de R$ 120,94 por saca de 60 Kg, com queda de 5,3% na comparação anual. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.