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12/May/2026

Futuros sobem com ajuste de posições e petróleo

Os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago encerraram em alta nesta segunda-feira (11/05), sustentados pelo avanço do petróleo, que melhora a competitividade relativa do etanol produzido a partir do cereal nos Estados Unidos, além de ajustes de posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O contrato com vencimento em julho avançou 4,00 cents, alta de 0,85%, e fechou a US$ 4,75 por bushel. O cenário energético adiciona suporte ao mercado ao reforçar a atratividade do etanol, com expectativa de votação no Congresso dos Estados Unidos de proposta que autoriza a comercialização do E15 durante todo o ano no país, o que ampliaria o consumo potencial do biocombustível.

A articulação política enfrenta resistência do setor de petróleo, o que mantém incertezas sobre sua aprovação. No campo climático, o monitoramento de seca indica pressão regional relevante sobre a safra. Em Nebraska, 82% da área destinada ao milho apresenta algum nível de estiagem, enquanto no conjunto dos Estados Unidos o índice atinge 25% da área. A demanda externa segue como fator de suporte adicional. Exportadores relataram vendas de 508 mil toneladas de milho, sendo 380 mil toneladas destinadas ao México e 128 mil toneladas à Coreia do Sul. As inspeções semanais de embarque somaram 1,69 milhão de toneladas até a semana encerrada em 7 de maio, recuo de 17,1% na comparação semanal, mas com desempenho acumulado 30,5% superior ao registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A proximidade da divulgação do relatório do USDA intensificou ajustes de posicionamento no mercado. As estimativas apontam produção de 405,08 milhões de toneladas nos Estados Unidos na safra 2026/27, abaixo das 432,33 milhões de toneladas do ciclo anterior. Os estoques finais são projetados em 49,78 milhões de toneladas, ante 54,36 milhões de toneladas na safra 2025/26. O conjunto de fatores indica um mercado sensível a variáveis climáticas, energéticas e de política agrícola, com suporte no curto prazo vindo da demanda e do petróleo, enquanto o balanço de oferta e demanda segue em processo de reprecificação com base nas projeções para a próxima safra.