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12/May/2026

Revisada projeção de produção na 2ª safra de 2026

O Itaú BBA revisou para baixo sua projeção para a produção da 2ª safra de milho de 2026 no Brasil, reduzindo a estimativa para 110 milhões de toneladas. A revisão reflete os impactos recentes das condições climáticas adversas e do estresse hídrico observado em áreas produtoras de Goiás, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, cenário que elevou os riscos de perdas de produtividade na 2ª safra de 2026. O banco também reduziu a estimativa para as exportações brasileiras de milho em 2025/26, de 44 milhões para 40 milhões de toneladas. O ajuste está relacionado à competição mais intensa com os cereais produzidos nos Estados Unidos e na Argentina no mercado internacional, além do fortalecimento do Real, fator que reduz a competitividade do milho brasileiro nas exportações.

O mercado doméstico ainda apresenta boa disponibilidade e estoques considerados confortáveis, embora permaneça sensível a novas revisões de safra. Caso as perdas da 2ª safra de 2026 se intensifiquem, o mercado tende a manter estímulos de preços para retenção do cereal no mercado interno, movimento que poderia limitar ainda mais os embarques externos. Em relação aos preços internacionais, o relatório aponta estabilidade das cotações do milho na Bolsa de Chicago durante abril, com média de US$ 4,52 por bushel. O cenário internacional continua marcado por oferta confortável e demanda firme por etanol nos Estados Unidos. O bom ritmo de plantio e as condições climáticas favoráveis nas áreas produtoras americanas contribuíram para reduzir os prêmios de risco no mercado.

No Brasil, a maior disponibilidade da safra de verão (1ª safra 2025/2026) pressionou os preços domésticos ao longo de abril. Em Campinas (SP), as cotações recuaram 4% na média mensal, encerrando o período em R$ 68,00 por saca de 60 Kg. A demanda aquecida pelos setores de ração animal e etanol de milho atuou como fator de sustentação, permitindo reação parcial dos preços nos últimos dias de abril diante da piora das condições climáticas para o desenvolvimento da 2ª safra de 2026. Para maio, a projeção é de queda gradual das temperaturas com o avanço do outono. No Centro-Oeste, os termômetros devem permanecer próximos da normalidade climática, mas o banco alerta que o risco de redução produtiva continuará elevado caso o padrão seco persista nas regiões centrais do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.