11/May/2026
Os contratos futuros de milho encerraram em alta na Bolsa de Chicago na sexta-feira (08/05), sustentados pelo avanço do petróleo, movimento que melhora a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. Nos Estados Unidos, o biocombustível é produzido majoritariamente a partir do milho, reforçando a correlação entre os mercados de energia e grãos. O vencimento julho do cereal avançou 3,75 cents, ou 0,80%, e fechou a US$ 4,71 por bushel. Apesar da recuperação no dia, o contrato acumulou perda de 1,87% na semana passada, após três sessões consecutivas de queda e desvalorização acumulada de 3,76% no período.
O mercado também foi apoiado por recompras técnicas diante dos preços mais baixos da commodity. Além disso, o desempenho das exportações norte-americanas contribuiu para sustentar as cotações. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas externas de milho norte-americano somaram 77,06 milhões de toneladas desde o início do ano comercial 2025/26, avanço de 27,56% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.
Os investidores ainda ajustaram posições antes da divulgação do relatório mensal de oferta e demanda do USDA, prevista para esta terça-feira (12/05), que apresentará as primeiras estimativas oficiais para a safra 2026/27 dos Estados Unidos. Analistas projetam produção norte-americana de milho em 405,08 milhões de toneladas na temporada 2026/27, abaixo das 432,33 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. Os estoques finais do cereal nos Estados Unidos devem ser projetados em 49,78 milhões de toneladas, ante 54,36 milhões de toneladas previstas para a temporada anterior.