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06/May/2026

Futuros do milho pressionados por trigo e petróleo

Os contratos futuros de milho encerraram em queda na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (05/05), pressionados pelo movimento negativo do trigo e pela retração do petróleo. O vencimento julho recuou 5,75 cents, ou 1,18%, e fechou a US$ 4,80 por bushel, refletindo a correlação entre os grãos, que competem diretamente na formulação de ração animal. A desvalorização do petróleo reduziu a competitividade do etanol nos Estados Unidos, impactando a demanda pelo milho destinado à produção do biocombustível. Esse fator contribuiu para o viés baixista das cotações, uma vez que o mercado energético exerce influência relevante sobre o complexo de grãos.

O avanço do plantio nos Estados Unidos também reforçou a pressão sobre os preços. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que 38% da área prevista havia sido semeada até o dia 3 de maio, em linha com o mesmo período do ano anterior e 4% acima da média dos últimos cinco anos, sinalizando bom ritmo de implantação da safra. No Brasil, a revisão para cima na estimativa de produção ampliou a percepção de oferta global. A StoneX elevou a projeção da safra total de milho de 135,7 milhões para 137 milhões de toneladas.

A safra de verão (1ª safra 2025/2026) passou de 27,2 milhões para 28,3 milhões de toneladas, enquanto a 2ª safra de 2026 foi mantida praticamente estável em 106,1 milhões de toneladas. Apesar do cenário de maior oferta, a demanda externa pelo milho norte-americano limitou perdas mais intensas. Segundo o USDA, as inspeções de exportação somaram 55,48 milhões de toneladas no ano comercial 2025/26, aumento de 30,5% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, indicando fluxo consistente de embarques. O mercado segue condicionado pela interação entre oferta crescente, avanço do plantio nos Estados Unidos e dinâmica do setor energético, com a demanda externa atuando como fator de sustentação parcial das cotações.