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05/May/2026

Brasil: revisada projeção da safra de milho 2025/26

A StoneX elevou a estimativa de produção total de milho do Brasil na safra 2025/26 para 137 milhões de toneladas, ante 135,7 milhões de toneladas projetadas em abril. A safra de verão (1ª safra 2025/2026) passou de 27,2 milhões de toneladas para 28,3 milhões de toneladas, enquanto a 2ª safra de 2026 ficou praticamente estável, em 106,1 milhões de toneladas. No milho safra de verão (1ª safra 2025/2026), a alta mensal foi de 4,2%. A colheita já está concluída em grande parte dos Estados produtores e segue avançando no Norte e no Nordeste com boas perspectivas. O clima foi, de maneira geral, positivo para o cereal. Na comparação com o ciclo 2024/25, a produção da 1ª safra 2025/2026 cresce 11,1%. O principal ajuste positivo veio do Rio Grande do Sul. A produção de milho safra de verão (1ª safra 2025/2026) no Estado foi elevada de 5,1 milhões de toneladas para 5,8 milhões de toneladas, alta mensal de 14,7%.

A área plantada no Estado passou de 650 mil para 705 mil hectares, enquanto a produtividade foi revisada de 7,80 para 8,26 toneladas por hectare. Com isso, o Rio Grande do Sul se consolida como o maior produtor nacional de milho na safra de verão (1ª safra 2025/2026). O ciclo mais adiantado do cereal no Rio Grande do Sul fez com que a cultura não sofresse os mesmos impactos climáticos observados na soja. Em relação à safra passada, quando o Estado produziu 4,8 milhões de toneladas de milho na safra de verão (1ª safra 2024/2025), o avanço estimado é de 22,2%. Também houve revisões positivas em Estados do Norte e do Nordeste. No Pará, a produção foi elevada de 1,2 milhão de toneladas para 1,3 milhão de toneladas, alta mensal de 10,3%, com produtividade passando de 4,85 para 5,35 toneladas por hectare. No Maranhão, a estimativa subiu de 1,8 milhão de toneladas para 1,9 milhão de toneladas, avanço de 3,6%. No Piauí, a produção cresceu 3,5%, para 1,9 milhão de toneladas, com produtividade elevada de 5,65 para 5,85 toneladas por hectare.

Na 2ª safra de 2026, a produção está estimada em 106,1 milhões de toneladas, aumento marginal de 0,1% ante abril. A área foi levemente reduzida, de 17,8 milhões de hectares para 17,7 milhões de hectares, enquanto a produtividade média passou de 5,97 para 5,98 toneladas por hectare. Em relação ao ciclo 2024/25, a produção da 2ª safra de 2026 ainda recua 5,3%. A 3ª safra de 2026 permanece estimada em 2,5 milhões de toneladas. As revisões estaduais da 2ª safra de 2026 foram mistas. Em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho, a estimativa passou de 49,2 milhões de toneladas para 49,3 milhões de toneladas, alta mensal de 0,2%. Em Mato Grosso do Sul, houve avanço de 8,0%, de 13,0 milhões de toneladas para 14,0 milhões de toneladas, com produtividade revisada de 5,40 para 5,83 toneladas por hectare. No sentido contrário, Goiás teve a produção reduzida de 14,1 milhões de toneladas para 13,4 milhões de toneladas, queda de 4,5%.

No Paraná, a estimativa caiu de 16,9 milhões de toneladas para 16,3 milhões de toneladas, recuo de 3,1%. Em Minas Gerais, a produção passou de 1,7 milhão de toneladas para 1,4 milhão de toneladas, queda de 15,0%. Em São Paulo, a estimativa foi reduzida de 2,5 milhões de toneladas para 2,3 milhões de toneladas, baixa de 7,8%. A 2ª safra é mais arriscada porque precisa se desenvolver antes da estação seca predominante em grande parte do País. Paraná, Goiás e Estados do Sudeste tiveram cortes nas produtividades estimadas após semanas de chuvas irregulares e temperaturas elevadas. Áreas do Norte e do Nordeste registraram clima mais favorável, o que explica as revisões positivas na região. No balanço de oferta e demanda, a produção maior elevou os estoques finais projetados para 22,1 milhões de toneladas, ante 22,9 milhões de toneladas estimados para o ciclo 2024/25. A StoneX manteve a demanda doméstica em 97 milhões de toneladas e as exportações em 42 milhões de toneladas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.