ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

29/Apr/2026

Preços do milho estáveis com baixa liquidez no spot

O mercado brasileiro de milho deve seguir com pouca movimentação no curto prazo, apesar do aumento das preocupações com a 2ª safra de 2026 em diversas regiões produtoras. O quadro climático já trouxe perdas consolidadas e começa a sustentar a expectativa de um aperto na oferta mais adiante. A seca tem afetado áreas importantes como Goiás, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Mesmo com chuvas recentes em parte da Região Sul, o impacto foi limitado. A chuva segurou o avanço das perdas, mas as perdas já estão consolidadas.

Com isso, o mercado começa a trabalhar com a perspectiva de uma 2ª safra menor, embora os preços ainda não reflitam plenamente esse cenário. No curto prazo, os negócios seguem pontuais, com compradores e vendedores atuando de forma cautelosa. Do lado da oferta, os produtores têm vendido apenas o necessário para fazer caixa, enquanto aguardam maior clareza sobre o tamanho da safra. Os consumidores seguem abastecidos com milho da safra de verão (1ª safra 2025/2026) e estoques remanescentes, o que reduz a urgência por novas compras. A colheita da 2ª safra de 2026 deve ganhar ritmo apenas a partir de junho, com maior concentração em julho, o que ainda mantém o mercado em compasso de espera.

Além disso, áreas plantadas fora da janela seguem expostas ao risco de geadas nas próximas semanas, fator que pode agravar as perdas. Esse equilíbrio tende a se romper quando a oferta disponível começar a diminuir. Até lá, a tendência é de estabilidade nos preços, com viés de alta condicionado à confirmação de uma 2ª safra de 2026 menor. No mercado interno, enquanto o disponível está travado pela retração de compradores e produtores, a comercialização da 2ª safra de 2026 ganha ritmo em algumas regiões, como em Mato Grosso.

Em São Paulo, na região de Campinas, o mercado físico está paralisado. Há divergência quanto aos preços entre compradores e vendedores. Os compradores indicam R$ 66,00 por saca de 60 Kg CIF, mas não encontram ofertas nesse patamar. O comprador já precisa de alguns lotes, mas não eleva as indicações, enquanto o produtor se apoia no risco climático da 2ª safra de 2026 para elevar as indicações. Para 2ª safra de 2026, não há indicações de compra ou ofertas de produtores. Os vendedores tentam embutir o prêmio de risco climático nas conversas, mas não há registro de negócios.

Em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, a comercialização da 2ª safra de 2026 está aquecida. Apesar de o milho disponível estar fraco e com negócios pontuais entre R$ 44,80 e R$ 45,00 por saca de 60 Kg FOB, há bons negócios para a safra futura. A demanda é impulsionada tanto por exportadores quanto por usinas de etanol. Os preços variaram conforme o prazo de pagamento. Há registro de negócios a R$ 50,00 por saca de 60 Kg FOB, para liquidação em agosto e a R$ 51,00 por saca de 60 Kg FOB, para novembro.