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28/Apr/2026

Mercado reage ao risco climático na 2ª safra 2026

A perspectiva de clima seco em áreas relevantes da 2ª safra de milho de 2026 no sudeste de Mato Grosso e em Goiás impulsionou a alta dos preços no mercado brasileiro. A ausência de chuvas nessas regiões levou à revisão das estimativas de produção, com consenso ao redor de 115 milhões de toneladas. O ajuste nas projeções reflete o impacto potencial sobre o desenvolvimento das lavouras em fase crítica, elevando a percepção de risco produtivo e sustentando o movimento de valorização ao longo da semana. No cenário internacional, o plantio de soja e milho nos Estados Unidos mantém ritmo regular, enquanto o mercado acompanha as negociações previstas entre os governos de Estados Unidos e China, que podem influenciar o fluxo global de commodities agrícolas.

Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires revisou a produção de milho para 61 milhões de toneladas, acima das 52 milhões de toneladas estimadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), mas abaixo das 67 milhões de toneladas projetadas pela Bolsa de Rosário, evidenciando divergências entre as estimativas. Pelo lado da demanda, há potencial de aumento no consumo de milho caso avance nos Estados Unidos a proposta legislativa que permite a comercialização de gasolina com maior teor de etanol ao longo de todo o ano, o que ampliaria a utilização do grão na produção de biocombustíveis. O cenário indica sustentação dos preços no curto prazo, condicionada à evolução climática na Região Centro-Oeste brasileiro e às definições de oferta e demanda no mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.