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27/Apr/2026

Preços do milho reduzem ritmo de queda no Brasil

A colheita da safra de verão (1ª safra 2025/2026) está na reta final e a semeadura da 2ª safra de 2026 está praticamente finalizada. Assim, os agentes voltam as atenções ao clima quente e seco e aos possíveis impactos desse cenário sobre o desenvolvimento destas lavouras. No spot, as negociações envolvendo o milho ainda seguem limitadas, devido à demanda enfraquecida. Os consumidores priorizam o uso dos estoques e adquirem novos lotes apenas de forma pontual. Os compradores também estão de olho nos bons volumes dos estoques de passagem da temporada 2024/25 e na maior colheita da safra de verão (1ª safra 2025/26) e, com isso, mantêm expectativas de preços menores nas próximas semanas. Muitos vendedores, contudo, estão limitando o volume no spot, à espera de reação nos valores, fundamentados nas atuais especulações climáticas.

Até o momento, a produção da 2ª safra de 2026 segue estimada para ser levemente inferior à temporada 2024/25, mas ainda será elevada. Entretanto, a irregularidade das chuvas nos últimos dias e a previsão de volume ainda pequeno, além das altas temperaturas em parte dos estados de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Paraná, deixam produtores em alerta. Neste cenário, o movimento de queda nos preços do milho reduziu de intensidade. O Indicador ESALQ/BM&F (Campinas - SP) registra recuo de 1% nos últimos sete dias, a R$ 66,36 por saca de 60 Kg. Nos últimos sete dias, o preço do milho apresenta desvalorização de 1,2% no mercado de balcão (preço pago ao produtor) e de 1,1% no mercado de lotes (negociação entre empresas). Ressalta-se que o milho chegou a se valorizar em algumas regiões, como Campos Novos (SC), oeste do Paraná, Passo Fundo (RS), Sorriso (MT) e Itapeva (SP), em sete dias, as altas são de respectivos 0,2%, 0,3%, 1,8%, 1,7% e 0,3%.

Na B3, os vencimentos são impulsionados pelas preocupações com o clima para 2ª safra de 2026 e pelas altas do cenário internacional. O vencimento Maio/26 registra avanço de 3,1% nos últimos sete dias, para R$ 67,94 por saca de 60 Kg. O contrato Setembro/26 tem avanço de 3,3% no mesmo período, a R$ 69,09 por saca de 60 Kg. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que, em 12 dias úteis de abril, foram embarcadas 326,80 mil toneladas de milho. Assim, o volume escoado nesta parcial de abril já supera as 178,34 mil toneladas registradas em todo o mês de abril/25. Com a semeadura da 2ª de 2026 praticamente finalizada no Brasil, os produtores estão com as atenções voltadas às condições das lavouras. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) apontou em seu relatório do dia 18 de abril que resta apenas 0,1% da área total para semeada, sendo somente em Mato Grosso do Sul.

Até o dia 17 de abril, a semeadura somava 99,7% da área estimada em Mato Grosso do Sul, conforme a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul). Para a safra de verão (1ª safra 2025/2026), a colheita seguiu limitada, seja pelo clima ou pela prioridade com outras culturas, como arroz e soja. A colheita chegou, até o dia 18 de abril, a 59,4% da área nacional, abaixo dos 62,6% na média dos últimos cinco anos, segundo a Conab. Entre os principais produtores, no Paraná, a área colhida até o dia 18 de abril chegou a 96%, conforme a Conab. Em Santa Catarina, os trabalhos de campo somam 97,6% da área, com queda de qualidade nas lavouras tardias, de acordo com dados da Conab do dia 18 de abril. No Rio Grande do Sul, novas precipitações limitaram as atividades de campo, que avançaram apenas 4% entre 16 e 23 de abril, chegando 90% da área estadual no dia 23 de abril, segundo a Emater-RS.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros estão em alta, ainda influenciados pela demanda internacional aquecida, além das altas nos valores do petróleo, que melhora a competitividade com o etanol. No entanto, as valorizações são limitadas pelo retorno das chuvas nas regiões produtoras do País. Na Bolsa de Chicago, os vencimentos Maio/26 e Jul/26 registram alta de 1,5% e 1,3% nos últimos sete dias, cotado a US$ 4,55 por bushel e a US$ 4,63 por bushel, respectivamente. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a semeadura no país chegou a 11% da área estimada até o dia 19 de abril, mesmo percentual da safra anterior, mas acima da média dos últimos cinco anos, de 9%. Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires apontou que a colheita chegou a 26,5% da área nacional até o dia 23 de abril. Fonte: Cepea. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.