24/Apr/2026
Os futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago encerraram em leve alta nesta quinta-feira (23/04), sustentados principalmente pelo avanço do petróleo, que reforçou a competitividade relativa do etanol, produzido nos Estados Unidos majoritariamente a partir do milho. O vencimento julho do cereal avançou 1,00 cent (0,22%), e fechou a US$ 4,63 por bushel. O comportamento dos preços também refletiu dados de exportação dos Estados Unidos, que indicaram sustentação da demanda externa no curto prazo.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), exportadores venderam 1,32 milhão de toneladas de milho da safra 2025/26 na semana encerrada em 16 de abril. O volume representa recuo de 6% em relação à semana anterior, mas avanço de 3% na comparação com a média das últimas quatro semanas. Para a safra 2026/27, foram registradas vendas líquidas de 440,1 mil toneladas. O total das duas safras, de 1,75 milhão de toneladas, ficou próximo do limite superior das estimativas de mercado, que variavam entre 1 milhão e 1,8 milhão de toneladas. As condições climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos atuaram como fator limitante para ganhos mais expressivos.
As chuvas concentradas em Iowa, principal Estado produtor de milho do país, elevaram a umidade do solo e influenciam o ritmo inicial do plantio. A previsão indica janela de tempo mais seco nos próximos dias, o que tende a favorecer o avanço das atividades de campo. O Monitor da Seca dos Estados Unidos apontou que 27% da área destinada ao milho no país apresentava algum nível de estiagem na última semana, ante 26% na semana anterior e em igual período do ano passado, indicando estabilidade nas condições de umidade no início da safra.