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24/Apr/2026

Etanol de Milho eleva absorção doméstica do grão

Segundo a L.E.K. Consulting, a participação do etanol de milho no consumo doméstico de milho no Brasil pode se aproximar de 30% até 2030, indicando uma mudança estrutural no destino da produção do cereal no País. A projeção considera a consolidação do biocombustível como principal vetor de crescimento da demanda interna. No horizonte até 2030, a produção brasileira de biocombustíveis pode alcançar cerca de 30 bilhões de litros, com o milho respondendo por aproximadamente um terço desse volume. O avanço ocorre a partir de uma base historicamente baixa, já que há cerca de uma década o uso do cereal para produção de etanol era praticamente inexistente. A expansão do etanol de milho tem elevado a absorção doméstica do cereal, que já representa entre 65% e 70% da produção nacional consumida internamente em 2024.

O movimento é apontado como um fator de reorganização do mercado, com alteração no equilíbrio entre consumo interno e exportações. Com o aumento da demanda doméstica, a tendência é de redução da dependência das exportações brasileiras de milho, tradicionalmente responsáveis por cerca de um terço da produção. A expectativa é de estabilização dos embarques mesmo com crescimento da safra, em função da maior absorção interna. No mercado físico, o impacto já é observado nos preços, especialmente em Mato Grosso, principal Estado produtor. Em períodos de colheita, o milho tem sido negociado acima da paridade de exportação, sustentado pela demanda das usinas de etanol instaladas na região, que atuam como compradoras diretas do produto. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.