24/Apr/2026
A produção de DDG (grãos secos de destilaria) e DDGS (grãos secos de destilaria com solúveis de fermentação), coprodutos do etanol de milho utilizados na alimentação animal, deve ultrapassar 15 milhões de toneladas no Brasil até 2030, acompanhando a expansão das biorrefinarias no País. O avanço do etanol de milho tende a elevar a oferta desses insumos, considerados estratégicos para a nutrição animal por seu alto teor de proteínas, fibras e minerais. A expectativa é de que o Brasil conte com mais de 60 plantas de etanol de milho em operação até o fim da década, sustentando o crescimento da produção do coproduto. Do lado da demanda, o consumo interno pode superar 10 milhões de toneladas até 2030, impulsionado principalmente pela bovinocultura, suinocultura e produção de leite. O uso é associado à intensificação dos sistemas produtivos, como confinamento, semiconfinamento e terminação intensiva a pasto, com maior demanda por eficiência alimentar.
Na pecuária bovina, o aumento da participação de animais confinados e a necessidade de maior produtividade têm ampliado o uso de dietas com inclusão de DDG. No caso dos suínos e da pecuária leiteira, o coproduto também vem ganhando espaço como alternativa de custo e eficiência nutricional. O modelo produtivo brasileiro, baseado em sistemas a pasto com suplementação, é considerado favorável ao uso do DDG. Por não conter amido, o insumo contribui para melhor digestibilidade da fibra no rúmen e maior aproveitamento do pasto, o que favorece ganhos de produtividade em sistemas tropicais. Esse cenário amplia o potencial de crescimento do uso do coproduto em sistemas como semi-confinamento e terminação intensiva a pasto, que já representam parcela relevante da produção pecuária nacional.
No mercado externo, o Brasil tem avançado na exportação de DDG, com embarques recentes para países como China e Turquia. A estratégia inclui ações de promoção comercial para ampliar a presença do produto em mercados da Ásia e do Oriente Médio, com foco na diversificação dos destinos. A expansão da produção, no entanto, tende a exigir maior diversificação da demanda, já que a absorção interna pode não acompanhar integralmente o crescimento da oferta. Nesse contexto, o equilíbrio entre mercado doméstico e exportações será determinante para o escoamento do volume adicional. A integração entre usinas de etanol, pecuaristas e mercado internacional é apontada como fator central para sustentar o crescimento do segmento e garantir competitividade do DDG brasileiro no cenário global. Fonte: CNN Brasil. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.